POLÍCIA

Coronel da PM que ironizou manifestante ferida é afastado de protestos

Policiais da viatura que foi filmada atropelando um manifestante na semana passada também foram punidos

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Deborah Fabri foi atingida por estilhaços de bombas no protesto do último dia 31 (Foto: Mel Coelho/Mamana Foto Coletivo)

O secretário de segurança pública de São Paulo, Margino Alves Barbosa, afirmou nesta quinta (8), que o coronel da PM, Henrique Mota, foi afastado da atuação nas manifestações de rua pelo "Fora Temer". Responsável pelo comando do Batalhão de Choque nos atos de rua, Mota ironizou nas redes sociais a manifestante de 19 anos, Débora Fabri, que perdeu a visão de um olho por causa de um estilhaço de bomba lançada pela Polícia Militar.

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"Até para preservar o policial e a ordem pública ele vai deixar de fazer o comandamento nas manifestações que estão ocorrendo. Das manifestações, não é de suas funções normais", disse. Também foram afastados dos atos de rua, segundo o secretário, os policiais que estavam na viatura que foi filmada atropelando um manifestante na semana passada.

A postagem compartilhada no perfil pessoal de Motta, mostra um "tweet" da jovem de 2015, em que ela afirma ser a favor de "qualquer ato de qualquer destruição em protesto de cunho político que tenha objetivos sólidos" e a mensagem postada pela estudante na quinta-feira (1º), após ser liberada do hospital. Entre as fotos, estavam os dizerem: "quem planta rabanete colhe rabanete".

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O perfil do comandante Henrique Mota nas redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)

O secretário disse que a secretaria investiga denúncias de que houve excesso da atuação da polícia nos atos e que haverá punição nos casos que foram confirmados. "Podemos imaginar algumas situações que nós já estamos investigando que realmente fogem de qualquer protocolo", disse ele sobre a atuação da PM nos atos, citando casos em que jornalistas e frequentadores de bares foram agredidos por policiais. 

Alves disse que a intenção da secretaria é conversar com os manifestantes para que o Largo da Batata não seja mais utilizado em atos de rua. Segundo ele, com apenas uma estação de metrô, o local oferece poucas opções para desafogar multidões. "Mas nós não vamos proibir a utilização do Largo da Batata para manifestações", ressaltou. 

(com Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO