publicidade

Cinema

"A Era do Gelo 4" mantém leveza e despretensão dos filmes anteriores

Ausência do brasileiro Carlos Saldanha na direção não tira a graça da animação

29.jun.2012 | Atualizada em 2.jul.2012 por Tiago Faria

Desde o lançamento do primeiro episódio da cinessérie “A Era do Gelo”, em março de 2002, o universo da animação digital se expandiu numa velocidade extraordinária. Com o avanço do 3D, o formato ficou mais ambicioso e espetacular. Curiosamente, essa tendência ao gigantismo não alterou o ingrediente mais saboroso da franquia da Blue Sky Studios. “A Era do Gelo 4”, a exemplo dos anteriores, destoa da média — e agrada — ao insistir num charme até antiquado. O humor da trama flui com leveza e despretensão, no clima de velhas atrações da TV.

+ Os melhores filmes em cartaz; salas e horários

A fórmula, felizmente, ainda não se deixa derrubar pelo cansaço. Sobrevive inclusive à ausência do cineasta carioca Carlos Saldanha, responsável pelos outros capítulos. Hoje empenhado na continuação do desenho “Rio” (prevista para 2014), ele cedeu lugar a Mike Thurmeier, codiretor de “A Era do Gelo 3”, e Steve Martino, de “Horton e o Mundo dos Quem!”. A dança de cadeiras mal se nota na tela. Talvez porque o integrante mais divertido da turma continue a ser o melhor personagem de Saldanha: o esquilo Scrat. Eternamente em busca da noz perfeita, essa mascote azarada transita intrépida no mundo paleolítico no qual vivem o mamute Manny, o tigre Diego e o bicho-preguiça Sid. E rouba a cena de novo.

+ Filhos de férias: roteiro para o mês de julho

+ O melhor da semana para as crianças

É o próprio roedor, aliás, quem desata as reviravoltas desta sequência. O bichinho, engolido por uma rachadura no solo, vai parar no centro da Terra e provoca uma onda de terremotos. De tão potente, o impacto separa os continentes do planeta. Acaba sobrando, é óbvio, para o trio liderado por Manny. Atirados no oceano, eles se equilibram sobre uma calota gelada, à deriva. Aventuras mais perigosas os aguardam quando ficam na mira de piratas grosseirões e de criaturas mutantes. Não espere pela perspicácia das incríveis criações da Pixar ou da Aardman (produtora do recente “Piratas Pirados!”). Essa aventura ingênua nem se esforça para transportar o espectador a terras desconhecidas. A intenção parece muito mais modesta — revisitar personagens que, cativantes, fazem por merecer mais uma matinê amalucada.

AVALIAÇÃO ✪✪✪

publicidade

Avaliação de VEJA SP

Não foi avaliado

Avaliação de VEJA SP

Péssimo

Avaliação de VEJA SP

Fraco

Avaliação de VEJA SP

Regular

Avaliação de VEJA SP

Bom

Avaliação de VEJA SP

Muito bom

Avaliação de VEJA SP

Excelente

Avaliação dos usuários

Ainda não foi avaliado

Avaliação dos usuários

Péssimo

Avaliação dos usuários

Fraco

Avaliação dos usuários

Regular

Avaliação dos usuários

Bom

Avaliação dos usuários

Muito bom

Avaliação dos usuários

Excelente

Avaliação do usuário

Péssimo

Avaliação do usuário

Fraco

Avaliação do usuário

Regular

Avaliação do usuário

Bom

Avaliação do usuário

Muito bom

Avaliação do usuário

Excelente

Comente

Envie por e-mail