Cinema

'Casamento Grego 2' é a principal estreia da semana

Sequência da comédia de 2002 foi lançada no maior número de salas 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Catorze anos depois do lançamento do filme original, a continuação de Casamento Grego chega aos cinemas na expectativa de atrair os fãs da comédia, estrelada e escrita por Nia Vardalos. Mas, embora tenha um sabor nostálgico, Casamento Grego 2 usa a mesma fórmula do anterior para agradar. 

Como estão os atores de ‘Casamento Grego’, catorze anos depois do lançamento da comédia

Melhor atração é Voando Alto, uma aventura dramática inspirada em fatos reais, sobre um inglês obstinado em ser um medalhista olímpico que realizou seu sonho em 1988. 

Antes e depois: como estão o modelo Pedrinho Aguinaga e o cantor Dudu França, que participam do documentário ‘Eu Sou Carlos Imperial’

Também desperta interesse o drama com pegada de thriller Para Minha Amada Morta, primeiro longa-metragem do diretor baiano Aly Muritiba. 

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  • Comédia romântica

    Casamento Grego 2
    VejaSP
    3 avaliações
    Casamento Grego, de 2002, foi um estrondoso (e inesperado) sucesso de bilheteria, que gerou até um seriado malsucedido no ano seguinte. Nia Vardalos, atriz e roteirista, virou estrela, mas, de lá para cá, não emplacou mais nada relevante. Para faturar uns caraminguás, Nia volta ao cinema trazendo a tiracolo os mesmos atores na continuação da comédia. Embora quase quinze anos tenham se passado desde o lançamento, os personagens estão frescos na memória. Para quem busca algo nostálgico, eis o programa! A trama de Casamento Grego 2 mostra como anda o relacionamento de Toula (Nia) e Ian (John Corbett). Pais de uma adolescente, eles têm pouco tempo para aproveitar a relação a dois. O foco do roteiro, porém, desloca-se para o velho Gus (Michael Constantine). Pai de Toula, ele descobriu que não houve assinatura do juiz em sua certidão de matrimônio e, portanto, não é legalmente casado com Maria (Lainie Kazan). Sacou qual o mote desta sequência? Sim, são os preparativos para a união deles, com direito a brigas tolas, falatórios aos berros e breguice desmedida — e, como no filme original, um registro caloroso e estereotipado do povo grego. Estreou em 31/3/2016.
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  • O documentário enfoca a vida e a obra do pernambucano Evangelista Ignácio de Oliveira, o Vanja, que recicla equipamentos eletrônicos para construir câmeras de cinema. Estreou em 31/3/2016.
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  • O diretor mineiro Oswaldo Caldeira tem a boa intenção de rememorar suas raízes filmando um drama de traços biográficos entre Belo Horizonte e Portugal. É pena que, nos tropeços narrativos de passado e presente, o filme tire o foco de sua trama romântica central e misture ficção aos fatos verdadeiros. Com enredo de novela das 6, a história flagra a chegada do cineasta Lucas (Leonardo Medeiros) ao Porto. Lá, ele busca informações sobre a mãe portuguesa. O roteiro, então, volta ao fim da década de 30 para mostrar o romance de Alice (Ana Moreira) e Olavo (Filipe Duarte), que se casam sem o consentimento dos pais. Estreou em 31/3/2016.
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  • Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2014, A Grande Beleza é também um dos mais espetaculares trabalhos dos últimos anos. A volta do diretor italiano Paolo Sorrentino às telas, dois anos depois, acontece com o irregular A Juventude. Não falta ao novo longa-metragem o bom gosto visual do cineasta, seja em enquadramentos perfeitos, seja nas locações estupendas, desta vez concentradas nos Alpes suíços. Assim como na fita anterior, retornam as referências ao mestre Fellini, agora “citando” Oito e Meio, e o tema do envelhecimento, representado pelos amigos Fred Ballinger (Michael Caine) e Mick Boyle (Harvey Keitel). Ambos desfrutam o conforto de um esplêndido hotel durante a temporada de verão. Maestro e compositor aposentado, o inglês Ballinger é convidado a se apresentar para a rainha Elizabeth II — mas recusa a proposta. Rodeado de jovens roteiristas, o realizador Boyle está finalizando a história de seu próximo filme. Circulam por lá Lena (Rachel Weisz), filha de Ballinger, e Jimmy Tree (Paul Dano), um astro do cinema que ensaia para encarnar um papel polêmico. Sorrentino dá um panorama dos contrastes entre a juventude e a velhice, além de destilar acidez em uma crítica a Hollywood (sobretudo na aparição da personagem de Jane Fonda). Faz falta, contudo, uma costura consistente para dar suporte a ideias oportunas e reflexões agudas. Estreou em 31/3/2016.
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  • Norm é um urso polar que anda inconformado porque os turistas estão tomando o Ártico. Quando descobre a maluca ideia de inescrupuloso construtor de fazer moradias para a elite americana por lá, Norm se manda para Nova York a fim de impedir o projeto. Três lemingues (querendo roubar a cena como os minions) o acompanham na saga. A animação, coprodução dos Estados Unidos e da Índia, tem alguns momentos espirituosos e mensagem ecológica para alertar a criançada sobre o degelo da Terra (algo meio manjado, não?). Tecnicamente, porém, fica muito atrás dos trabalhos de grandes estúdios, como a Disney. Estreou em 31/3/2016.
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  • Fernando (papel de Fernando Alves Pinto) trabalha como fotógrafo numa delegacia e, após a morte da esposa, dedicou seu tempo livre ao pequeno filho. Ainda sofrendo com a perda, ele mantém as roupas da falecida no armário e, entre os pertences dela, acha velhas fitas VHS. Em algumas, há cenas reveladoras de sua mulher transando com outro homem. O viúvo perde o controle e tem a obsessão de encontrar o amante. Eis, então, que ele chega até Salvador (Lourinelson Vladmir), um vendedor de autopeças, evangélico, casado e pai de uma adolescente. Depois de nove curtas, o diretor Aly Muritiba, baiano radicado em Curitiba, estreia no longa-metragem com o atraente Para Minha Amada Morta. Não se deixe levar pelo título mórbido. Em um drama pontuado por suspense e tensão, a vingança parece nortear o protagonista. O roteiro, porém, leva o espectador a espiar os dois lados da questão em um registro enxuto e, por vezes, inquietante. Estreou em 31/3/2016.
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  • Diretora de Fumando Espero (2008), Adriana Dutra volta-se, em seu novo documentário, para a relfexão sobre o pouco tempo que temos hoje para realizar tantas tarefas. É muito mais fácil identificar-se com as dúvidas e comentários da realizadora (numa narração em off) do que compreender a totalidade dos depoimentos de filósofos, psiquiatras e físicos, brasileiros e estrangeiros. Há, porém, dados e informações curiosos e dezenove entrevistas, entre elas uma com Max More, fundador do Transumanismo, movimento que usa as novas tecnologias para aprimorar as capacidades físicas e intelectuais. Estreou em 31/3/2016.
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  • O psicanalista Peter Bower (Adrien Brody) mudou de cidade com a mulher (Jenni Baird), após a trágica morte de sua pequena filha. Entre um e outro atendimento, ele se trata com um colega (Sam Neill) trazendo à tona algumas confusões mentais. A mais grave delas é o constante aparecimento de uma estranha menina em seu consultório. Sem falar e pedindo ajuda com uma expressão de sofrimento no olhar, a garota desaparece misteriosamente. Bower acredita que um deslize em sua adolescência pode ser a razão de seus problemas. A miscelânea de gêneros enfraquece Visões do Passado. A princípio, trata-se de um drama psicológico e, não demora, a trama ganha lances de terror sobrenatural. Da metade em diante, tem contornos de suspense policial. Nos pontos altos estão a ambiência sinistra, três ou quatro surpresas do roteiro e os espectros em busca de uma solução para as mortes. Algo realmente assustador. Estreou em 31/3/2016.
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  • Comédia / Ação

    Voando Alto
    VejaSP
    1 avaliação
    Talvez você já tenha visto algo parecido. Voando Alto, inspirado em um caso real, é daquelas típicas histórias de superação que fazem bem ao coração. Seu protagonista, Eddie Edwards (Taron Egerton), conquista a plateia por sua obsessão. Desde criança, o menino encasquetou que seria um medalhista olímpico. Chegando à idade adulta, na década de 80, não pensou duas vezes em abandonar a casa dos pais e correr atrás de seu sonho. Saiu, então, da Inglaterra e foi para um centro de treinamento de saltadores de esqui, na Alemanha. Sem grana nem talento, Eddie virou vítima de chacota — contribuíram para isso seu tipo físico nada esguio e os óculos de lentes grossas. Mas, claro, havia uma luz no fim do túnel: Bronson Peary (Hugh Jackman), um competidor que, depois de se aposentar, virou um beberrão desafortunado. Eddie o convenceu a treiná-lo e, a partir daí, convém não revelar mais detalhes. Eddie ganhou o apelido de Eddie the Eagle (a águia), também o título original do filme, nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1988, em Calgary, no Canadá (por coincidência, foi nesse mesmo ano que outros improváveis concorrentes sobressaíram e viraram tema da comédia Jamaica Abaixo de Zero). A fórmula do roteiro tem os ingredientes para garantir a satisfação: Hugh Jackman carismático, tensão nas cenas dos saltos, humor, revanche e, óbvio, happy end (e isso não é um spoiler!). Egerton, o agente secreto por acidente do delicioso Kingsman, está irreconhecível. Quando o verdadeiro Eddie aparece nos créditos finais, dá para entender o porquê. Estreou em 31/3/2016.
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  • Comédia

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    VejaSP
    Sem avaliação
    Com o pai, Paulo Morelli, Pedro Morelli dirigiu o bacana (e maduro) Entre Nós, de 2013. Agora em carreira-solo, o filho apresenta um trabalho pretensioso. Há, claro, criatividade para bolar três histórias que se interligam, mas, o resultado da comédia deixa a desejar, sobretudo porque é preciso paciência e tempo para entender como “funciona” a trama. Começa com a cartunista (Alison Pill), que trabalha numa fábrica de bonecas eróticas e desenha o conto de um cineasta (Gael García Bernal). Aí entra a parte animada do longa-metragem — a do diretor que faz um filme no Rio de Janeiro com a atriz e escritora Michelle (Mariana Ximenes). A terceira parte do triângulo narrativo diz respeito a essa estrela que escreve um livro sobre... uma cartunista (!). Estreou em 31/3/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO