Cinema

'Bruxa de Blair' e cinco filmes brasileiros chegam às telas

A comédia romântica Desculpe o Transtorno, com Gregorio Duvivier e Clarice Falcão, está entre os lançamentos da semana

Por: Tiago Faria - Atualizado em

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Para os fãs de cinema de horror, a semana traz uma estreia aguardada ao circuito: a nova continuação de A Bruxa de Blair, sucesso de bilheteria de 1999, reprisa a fórmula do filme original. A má notícia: sem boas ideias ou sustos eficientes, a "homenagem" tem um quê de requentada.

É mais certeiro apostar em duas estreias brasileiras para públicos muito diferentes: a comédia romântica Desculpe o Transtorno, com Gregorio Duvivier e Clarice Falcão, e o suspense cult Mate-me Por Favor, sobre o cotidiano de um grupo de jovens de classe média alta do Rio de Janeiro.

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Com Bryan Cranston no papel de um agente infiltrado no maior cartel colombiano, nos anos 80, Conexão Escobar deve agradar em cheio ao público que acompanha o seriado Narcos, exibido na Netflix. O longa tem uma pegada convencional, mas é valorizado pelo desempenho irretocável do ator. Confira as resenhas de todos os lançamentos:

  • Uma perguntinha incontornável ronda a nova continuação do sucesso de bilheteria de 1999, chamada simplesmente de Bruxa de Blair: por que reprisar um formato de horror já tão desgastado? Estão de volta as câmeras tremidas, o jeitão de documentário (de baixo orçamento, é claro) e os personagens em pânico, perdidos numa floresta amaldiçoada. Desta vez, eles têm celular sempre à mão e até um drone. São liderados por James (papel de James Allen McCune), irmão da personagem Heather, desaparecida no fim do primeiro filme depois de ter descoberto o segredo de uma casa abandonada. Caça-níqueis, a sequência apela para a gritaria e, exceto no clímax trôpego, rejeita o charme tosco do original. Estreou em 15/9/2016.
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  • Seja no papel de um traficante de metanfetamina (na série Breaking Bad), seja no de um roteirista íntegro (no drama Trumbo), Bryan Cranston já interpretou, com igual intensidade, tipos corruptos e honestos. No thriller Conexão Escobar, inspirado em um caso real ocorrido em 1986, ele joga com esses extremos: seu personagem, o agente federal Robert Mazur, infiltrou-se no maior cartel de drogas colombiano usando a identidade de um ás da lavagem de dinheiro. Sem Cranston, o longa seria apenas mais um entre tantos relatos dos bastidores do tráfico. O desempenho engrandece o resultado ao tornar crível o perfil psicológico de um protagonista dividido entre a ética pessoal e a profissional. Estreou em 15/9/2016.
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  • Comédia / Romance

    Desculpe o Transtorno
    VejaSP
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    Revelados no grupo de humor Porta dos Fundos, Gregorio Duvivier e Clarice Falcão formavam um casal hipster-fofo na vida real quando a comédia romântica Desculpe o Transtorno foi gravada. O casamento acabou em 2014, mas o filme está aí para comprovar a fina sintonia cômica da dupla. Ele vive Eduardo, um paulistano engomadinho, noivo de uma patricinha estridente (uma hilariante Dani Calabresa), que “surta” em uma viagem de emergência ao Rio de Janeiro: vira um sujeito tranquilão, fascinado pela descolada Bárbara (papel de Clarice). Apesar das piadas tolinhas sobre diferenças entre Rio e São Paulo, os ares fantasiosos da trama têm encantos. Estreou em 15/9/2016.
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  • Didático em excesso, o documentário Hestórias da Psicanálise — Leitores de Freud (o título brinca com as palavras história e estória) perde a chance de criar uma discussão saborosa sobre as ideias de Sigmund Freud. A obra do psicanalista continua vibrante, como explicam os especialistas entrevistados pelo psicólogo Francisco Capoulade. O papo, porém, dá tédio. Estreou em 15/9/2016.
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  • Raras são as fitas nacionais sobre jovens de cidadezinhas interioranas. A pueril Lua em Sagitário ganha pontos ao narrar com naturalidade a história de Ana (Manuela Campagna), uma das 3 000 mil moradoras de Princesa, em Santa Catarina. Ela se apaixona por Murilo (Fagundes Emanuel), de um assentamento de sem-terra. Os atores são uma simpatia. O que não dá liga é o mix de drama social e romance teen. Estreou em 15/9/2016.
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  • Certa sensação de incômodo será inevitável ao fim da sessão do suspense Mate-me Por Favor. Estreante em longas-metragens, a diretora Anita Rocha da Silveira surpreende pela ambição de, com pegada radical, retratar o cotidiano, os desejos e as aflições de um grupo de jovens da Barra da Tijuca, bairro de classe média alta no Rio de Janeiro. Atormentada por notícias sobre uma série de ataques de um assassino de mulheres, a estudante Bia (Valentina Herszage) começa a sentir uma estranha atração pelo perigo. A narrativa, sem compromisso com a linearidade e tomada por um clima de fita de horror, tem momentos aborrecidos e pedantes. As boas ideias da cineasta, no entanto, são um assombro. Estreou em 15/9/2016.
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  • Tão acelerado e esquecível quanto muitos dos desenhos feitos para a TV, o espanhol Mortadelo e Salaminho: Missão Inacreditável brinca com clichês de fitas de espionagem para contar as aventuras de dois detetives atrapalhados. Estreou em 15/9/2016.
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  • Sem pressa nem ânimo, o drama de época Os Senhores da Guerra reconstitui a história real de dois irmãos gaúchos (vividos por André Arteche e Rafael Cardoso) que lutam em lados opostos na Revolução de 1923, no Rio Grande do Sul. O folhetim vistoso, com produção cuidadosa, falha no ritmo: não é nada envolvente. Estreou em 15/9/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO