Cinema

'Olhos da Justiça' e 'Pegando Fogo' são as maiores estreias da semana

Julia Roberts, Nicole Kidman e Bradley Cooper podem ser vistos nas telas 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Duas estrelas (Nicole Kidman e Julia Roberts) e um grande ator (Chiwetel Ejiofor) estão no principal lançamento de semana. Entre as nove estreias desta quinta (10), Olhos da Justiça é a melhor pedida. Trata-se da competente refilmagem americana do argentino O Segredo dos Seus Olhos, agora em uma embalagem em ritmo de thriller.

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Londres, pratos deliciosos e o charmoso Bradley Cooper na pele de um chef estrelado tinham tudo para resultar numa refeição de classe. Mas Pegando Fogo, entre a comédia e o drama, mostra-se irregular.

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A dica, então, é investir no drama O Clã, indicado pela Argentina para concorrer ao Oscar 2016. Inspirado em fato real, enfoca a trajetória de três anos de uma família de Buenos Aires, que sequestrava e matava suas vítimas.

  

  • Há um ponto de partida divertido e fora da curva em Até que a Casa Caia. Na pele de Rodrigo, o versátil (e sempre eficiente) Marat Descartes (de Trabalhar Cansa) é um professor que mantém com a ex-esposa, Ciça (Virginia Cavendish), um relacionamento amigável. Ambos moram sob o mesmo teto em Brasília e têm um filho adolescente rebelde (papel de Emanuel Lavour). Ao ser contratado para trabalhar para um deputado, Rodrigo se encanta com a secretária do político, Leila (Marisol Ribeiro). Não demora muito para a moça, doidinha para arranjar um marido, se instalar no apartamento do novo namorado. O diretor Mauro Giuntini explora com humor as picuinhas das relações conjugais e traz à tona observações incisivas do cotidiano da classe média. O problema, contudo, está no encaminhamento irregular da trama, que começa como comédia, insinua ser um romance e termina de forma dramática. Na oscilação de gêneros, o filme perde o prumo. Estreou em 10/12/2015.
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  • Drama / Suspense

    O Clã
    VejaSP
    5 avaliações
    Em 1985, um caso policial veio à tona e chocou a nação argentina. Arquímedes Puccio, sua mulher e filhos foram presos e acusados de sequestros e assassinatos. O Clã, dirigido sem firulas nem gordurinhas por Pablo Trapero (do sensacional Abutres), relembra os três anos em que a família atuou em Buenos Aires. Contador e dono de uma rotisseria, Arquímedes, interpretado com precisão cirúrgica por Guillermo Francella, orquestrava os raptos auxiliado pelo primogênito, Alejandro (Peter Lanzani), um elogiado jogador da seleção argentina de rúgbi. A primeira vítima, inclusive, pertencia ao time de Alejandro. Depois de conseguir a grana do resgate, Arquímedes matou o jovem. O cativeiro era um quarto na própria residência de Arquímedes. Sua esposa fazia as refeições. Os Puccio tinham mais quatro filhos, dois rapazes e duas moças. O que espanta na trajetória deles é a frieza do patriarca, um ex-militar da época da ditadura, em conduzir as negociações. Senhor aparentemente acima de qualquer suspeita, Arquímedes era um lobo em pele de cordeiro. Trapero examina o clã com olhar clínico e, não à toa, seu filme foi o escolhido para representar a Argentina no Oscar. Estreou em 10/12/2015.
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  • Documentário

    Em Três Atos
    VejaSP
    Sem avaliação
    Pegue os textos escritos por Simone de Beauvoir no livro A Velhice. Para interpretá-los, escale duas grandes atrizes de gerações distintas, Nathalia Timberg e Andréa Beltrão. Entre um trecho e outro, acrescente duas bailarinas (Angel Vianna e Maria Alice Poppe) fazendo longas coreografias. Pronto! Lúcia Murat (de A Memória que Me Contam) fez um documentário fast-food que, embora traga boas reflexões, é uma colcha de retalhos oportunista e arrastada. Estreou em 10/12/2015.
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  • Oito diretores veteranos se juntaram para um projeto interessante: fazer um registro autoral, seja ficção ou documentário, sobre a Boca do Lixo, efervescente polo cinematográfico paulistano entre os anos 50 e 90. Estreou em 10/12/2015.
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  • Policial / Suspense

    Olhos da Justiça
    VejaSP
    5 avaliações
    Quando Hollywood faz um remake de algum filme europeu, asiático ou sul-americano, as chances de acerto são escassas. Não é o que ocorre, porém, com esta versão americana de O Segredo dos Seus Olhos, vencedor do Oscar de produção estrangeira em 2010. O argentino Juan José Campanella, diretor do longa-metragem original, é o produtor executivo deste novo trabalho, que manteve a estrutura de suspense e o enredo bastante similar ao da matriz. Saiu de cena o contexto da ditadura na Argentina nos anos 70 para entrarem as suspeitas de terrorismo nos Estados Unidos após os atentados de 2001. Ray Kasten (Chiwetel Ejiofor) e Jess Cooper (Julia Roberts) são investigadores de Los Angeles. Ambos acabam separados depois de uma fatalidade se abater sobre a vida deles. Uma jovem foi estuprada e morta e tem ligação com um dos personagens — mas não convém revelar detalhes. Em 2015, Ray, afastado da polícia e da cidade, acredita ter encontrado o assassino. Além de Ejiofor (indicado ao Oscar por 12 Anos de Escravidão) e Julia (de cara limpa e ótima atriz), Nicole Kidman também tem bons momentos na pele da promotora Claire, a quem Ray pede ajuda para reabrir o caso. Tensão constante, reviravoltas plausíveis e desfecho polêmico arrematam uma trama de não piscar os olhos. Estreou em 10/12/2015.
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  • Inspirado em episódios reais, ocorridos entre 1979 e 1984, o diretor e roteirista Chico Faganello abre um debate sobre o fanatismo religioso no drama Oração do Amor Selvagem. Acompanhado da pequena filha (Camilla Araújo) e da mulher, que está muito doente, Thiago (Chico Diaz) sai em busca de um médico e chega a uma aldeia de Santa Catarina. Encontra por lá o líder de uma seita de atitudes suspeitas e, após a morte da esposa, vai embora sentindo-se abalado. Consegue, então, abrigo na casa de uma viúva evangélica (Sandra Corveloni), que o emprega em troca de hospedagem e comida. Thiago é um matuto de poucas palavras, rude e trabalhador. Mesmo com a integridade em dia, ele será alvo do irredutível pastor do vilarejo, interpretado por Ivo Müller. Embora a ambiência sinistra dê ares de estranheza à encenação da realidade, o filme tem força para questionar o papel da religião. A explosão de violência no desfecho deve acirrar a discussão. Estreou em 10/12/2015.
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  • Osvaldo Orlando da Costa (1938-1974) foi um comandante da Guerrilha do Araguaia. Tido como herói entre o povo local, Osvaldão, um jovem campeão carioca de boxe na década de 50, virou tema de um documentário. Estreou em 10/12/2015.
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  • Chef renomado em Paris, com duas estrelas no Guia Michelin, Adam Jones (Bradley Cooper) acabou se envolvendo com drogas e fugiu da cidade deixando desafetos. Quer, agora, recomeçar a carreira em Londres. Para isso, vai atrás de Tony (Daniel Brühl), cujo pai é dono de um luxuoso hotel na capital inglesa. Embora Tony gerencie o restaurante de lá, a presença de Adam o incomoda bastante. O cozinheiro, porém, usa métodos pouco leais para conquistar seu objetivo. Alçado ao posto de líder das caçarolas, Adam começa a comandar seu pequeno exército de serviçais com punhos de aço. Os bastidores da alta gastronomia chegam ao cinema em Pegando Fogo, misto indefinido de comédia e drama. Se há humor até no mau humor do protagonista, seus lampejos de redenção e os traficantes na sua cola indicam uma direção de roteiro mais densa. No frigir dos ovos, trata-se de um passatempo descartável, mas com um galã charmoso, Londres bem fotografada e pratos de dar água na boca. Estreou em 10/12/2015.
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  • O documentário repassa a trajetória de Tomie Ohtake (1913-1915): de sua vida como pintora no Japão e sua chegada ao Brasil na década de 30 ao reconhecimento como artista plástica. Estreou em 10/12/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO