A opinião do leitor

Cartas sobre a edição 2175

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Capa 2175 - cartas
(Foto: Veja São Paulo)

ASSUNTOS MAIS COMENTADOS

44%

Walcyr Carrasco

26%

Ivan Angelo

8%

Twitter (capa)

7%

Livraria

15%

Outros

Twitter

A reportagem de capa “Os paulistanos mais influentes do Twitter” (28 de julho) confirma a mediocridade do brasileiro, preocupado em saber o que essas pessoas fazem o tempo todo. Patético.

CYRO CABRAL

Copa 2014

O governo deveria, no máximo, gerenciar a Copa do Mundo (“Tudo certo, nada resolvido”, 28 de julho). Um país no qual falta saneamento básico e que presta sofrível assistência médica à população não pode jamais se dar ao luxo de injetar dinheiro em elefantes brancos, de alto custo e benefício voltado apenas aos interessados.

MAURO ASPERTI

Mistérios da Cidade

Não é somente no novo Largo da Batata que faltam lixeiras (“Cadê as lixeiras?”, 28 de julho). As ruas dos Jardins estão totalmente largadas. A única forma de jogar algo no lixo é contar com as caçambas de construção ou com os cestos dos pontos de táxi. É uma vergonha. Uma prefeitura que aprovou medidas como a Cidade Limpa e deixa as ruas totalmente desprovidas de cestos de lixo mostra-se mais preocupada com a estética do que com a limpeza das ruas.

GUILHERME BASTOS

Restaurantes

Ficamos emocionados e tocados com as palavras da Paola (“ 3 perguntas para Paola Carosella”, 28 de julho). A entrevista estava excelente. Foi direto na mosca. No último fim de semana, A Figueira Rubaiyat teve um aumento de 20% no número de clientes.

BELARMINO IGLESIAS FILHO

O último dia 6 foi fora do padrão para a Braz (“Fora do ponto”, 28 de julho). A unidade de Pinheiros sofreu com a falta de alguns ingredientes devido ao movimento acima do esperado para aquele dia da semana, uma terça-feira. Já estamos trabalhando para sanar o problema e poder atender sempre a todos os pedidos da clientela. O olhar sempre atento do editor de gastronomia Arnaldo Lorençato só nos ajuda a reforçar ainda mais esse nos s o cuidado.

EDGARD BUENO DA COSTA - Sócio da Cia. Tradicional do Comércio

Livraria

Somos um país com um dos mais baixos índices de leitura por habitante: 1,9 livro lido por ano (“O livreiro da Flip”, 28 de julho). Consequentemente, temos poucas livrarias. São 2 980 em todo o país, uma para cada 64 250 habitantes, número muito abaixo do recomendado pela Unesco (uma livraria para cada 10 000 habitantes). Mesmo com todos esses números negativos, nós, livreiros associados à Associação Nacional de Livrarias (ANL), estamos orgulhosos de saber que ainda temos bravos e visionários empreendedores como Samuel Seibel e sua equipe, que conduzem suas livrarias e, num futuro próximo, projetam a abertura de outras unidades. A reportagem mostra, de fato, o verdadeiro papel de um bom livreiro e de uma boa livraria: a difusão, a democratização do acesso ao livro, o fomento à boa leitura e a formação de novos leitores.

VITOR TAVARES - Presidente da ANL

Gosto muito de reportagens como essa, sobre os bastidores da Festa Literária Internacional de Paraty, entre 4 e 8 de agosto. Lá, a família Seibel trabalha com paixão para que escritores de diversos países, leitores e fãs se encontrem, se relacionem e compartilhem de momentos culturais mágicos, raros e de grande emoção. Tudo sob uma tenda aconchegante, no interior da pequena e histórica cidade litorânea, longe da poluição, do barulho e das confusões reinantes nos grandes centros urbanos. São acontecimentos assim que exemplificam bem quanto é salutar o exercício de atividades de cunho econômico/financeiro, mas que têm como pano de fundo a promoção da cultura.

FRANCISCO RODRIGUES LIRA

Enem

A reportagem sobre o Colégio Vértice conseguiu mostrar claramente nosso diferencial e como isso se reflete no bom preparo de nossos alunos (“Dez lições da escola número 1”, 28 de julho).

WALKIRIA GATTERMAYR RIBEIRO - Diretora do Colégio Vértice

Walcyr Carrasco

Tenho 35 anos e desde que me entendo por gente meus pais me massacram emocionalmente, dizendo que sou incompetente e não vale a pena investir em mim (“Bullying na família”, 28 de julho). Meu irmão mais novo, sim, é o filho perfeito, que eles sempre pediram a Deus. Meu irmão entrou na onda, seguindo o exemplo dos meus pais, e me trata da mesma maneira. Hoje, mal nos falamos. Evito muito contato para não levar bordoadas verbais. Obrigado por dar voz a nós, que sofremos nas mãos daqueles que mais amamos e que dentro de nossa cabeça deveriam nos amar incondicionalmente.

JOSÉ LUIZ SOARES

Muitos dos que leram essa excelente coluna sentiram revolta em seu coração, por ser impossível voltar no tempo e evitar essas agressões ou mesmo receber hoje o abraço daqueles que os agrediram, pois alguns já partiram desta vida.

ISMAEL KORSOKOVAS

Ao ler a crônica, tive a sensação de estar passando pelo problema de que fui acometido décadas atrás. Tenho 41 anos e, graças a Deus, superei quase tudo, exceto a lembrança do bullying. A única vantagem é que não sou mais uma criança ou adolescente indefeso, desprotegido e covardemente massacrado por outras crianças e adultos.

ALBERTO MORATO KRAHENBUHL JUNIOR

Fui vítima de bullying familiar e, tirando meu terapeuta, ninguém nunca aceitou esse fato. Os familiares me tacham de ressentida e dizem que eu deveria deixar tudo pra lá, porque ninguém fez por mal. Afinal, irmãos têm de se amar! Os amigos dizem que deve ter sido coisa da minha cabeça, pois não é possível que irmãos mais velhos humilhem os mais novos. Devemos acabar com a hipocrisia e lançar luz sobre um assunto tão importante, que deixa marcas e desunião.

SILVIA SAMPAIO

Acredito que falta comunicação entre mim e meus familiares, assim como falta comunicação no mundo todo. É duro enfrentar essa situação, mas foi mais duro ainda ler e saber que tem mais gente que passa por tal sofrimento.

LUANA DE FRANÇA EMÍDIO NAZARÉ

Ser filho é, muitas vezes, uma experiência complexa e dolorosa. E ser o patinho feio da história é ter de administrar um sentimento muito forte: a dor de não ser amado. Creio que preferir um filho é humano, mas esse pai, mãe ou responsável poderia buscar ajuda para administrar melhor esse sentimento, que poderá causar angústia, inércia e depressão.

EUNICE MENDES

O bullying acontece em muitos lares, e muitas vezes pais e familiares nem percebem. A minha pergunta é como acabar com essa prática, se muitas vezes os pais não percebem que estão prejudicando seus filhos. Fui uma criança gordinha e uma adolescente normal, mas, pelos constantes “incentivos” da minha mãe, sempre me via maior do que de fato era. Isso fez com que me tornasse uma obesa mórbida, já que eu, a filha “cheinha”, nunca seria linda e magra como minha mãe foi.

THALITA SILVA

Tenho vivido uns maus bocados desde que decidi estudar numa universidade particular. Durante o ensino médio, eu e toda a família concordávamos com a ideia de que eu estudaria numa universidade pública. Assumindo essa hipótese como uma ordem, dediquei-me no sentido de obter uma vaga através do vestibular. Embora tivesse boas notas e um desempenho positivo nos simulados, não aconteceu. A reação da família foi inusitada. Não recebi apoio, minha dedicação como estudante foi posta em xeque e ninguém admitia haver uma qualidade sequer nessa minha nova opção. De inteligente passei a negligente. Sou atacada como rebelde e irresponsável, apesar de estar me dedicando intensamente para custear sozinha a minha faculdade. Não seguir o padrão que era esperado tem custado cada dia mais caro. Ironicamente, todos os que me julgam estudaram em universidades particulares, algumas até bem menos conceituadas. Por isso, o título da crônica captou a minha atenção imediatamente. Amanhã, minha mãe viaja para dar palestras sobre esse mesmo tema, mas com uma abordagem voltada para o ambiente escolar. Minha família acha que conhece muito bem o assunto. Só não percebe como o mal pode estar do nosso lado. Obrigada por me ajudar a me sentir menos estranha.

MANUELA MALACHIAS

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Fonte: VEJA SÃO PAULO