A Opinião do Leitor

Cartas sobre a edição 2334

Por: Redação Veja São Paulo

Capa - 2334
Capa da edição 2334: Restauração ou morte (Foto: VEJA SÃO PAULO)

Capa

Achei excelente a reportagem sobre o Museu do Ipiranga, destino de muitos estudantes, turistas e pessoas que prezam a nossa história (“Restauração ou morte”, 14 de agosto). É flagrante o descaso das autoridades responsáveis, considerando o estado de abandono e a falta de reformas básicas. Nossos administradores deveriam pegar exemplos de fora, aprendendo como no exterior se cuida da gestão e do marketing dos museus para deixá-los sempre em evidência. Eduardo C. Pereira

Quero parabenizar o escritor Laurentino Gomes, que com a colaboração do editor Maurício Xavier escreveu tão brilhante reportagem sobre o Museu do Ipiranga. Fiquei chocado com o fechamento do local. A primeira foto que tenho dele foi tirada em 1955 com meu pai, recém-chegado ao Brasil, aos pés do monumento. Desde aquela época tenho visitado o museu periodicamente e o que se vê atualmente são menores fumando escondidos no matagal próximo ao monumento, isso às 14 horas. Não há vigilância nem conservação suficientes nos dias de hoje. Quem sabe quando for restaurado tudo melhore. Juan Antonio Pérez Pujant

Muito benfeita a reportagem. Ficaremos com saudade desse museu, que é um dos mais lindos do mundo. Que ele tenha uma manutenção permanente, inclusive dos seus jardins, que eram espetaculares e agora estão uma vergonha. Eduardo Zago

Tenho 63 anos, nasci no Ipiranga e sempre morei aqui. Não consegui acreditar quando vi o museu interditado. Ele era tão bonito e foi esquecido, abandonado. Não sei mais o que dizer, a não ser da minha enorme tristeza. Não me conformarei jamais com o que fizeram com um dos lugares mais lindos de São Paulo. Helena Maria dos Santos Melo

Como morador da região estou indignado, como certamente devem estar tantos outros brasileiros, com a notícia do fechamento do Museu do Ipiranga, importante marco da história do Brasil. Venho notando a deterioração de todo o conjunto já faz alguns anos, e nada foi feito. Causa-me perplexidade a previsão de reabertura, em 2022, enquanto estádios de futebol para a Copa de 2014 são entregues em um período médio de dois anos. Deixar que o prédio chegasse ao estágio de abandono total é realmente incompreensível. O que será que passa na cabeça desses gestores responsáveis pelo patrimônio histórico da cidade? Marcos Antonio Cavanilla

Gostaríamos de esclarecer que a estrutura principal do edifício encontra-se estável e que o fechamento antecipado do museu foi definido por informações técnicas recebidas em 2 de agosto referentes a alguns forros de argamassa — muito pesados — que apresentam risco de queda. A reserva técnica e a maior parte do acervo encontram-se em torre considerada íntegra e em condições adequadas de conservação. As manchas de sujeira referidas no texto são na verdade marcas do tempo, as quais devem ser mantidas segundo especialistas, pois tentativas de limpeza podem causar danos maiores às peças. A reabertura do edifício será progressiva e estimada até 2022. Há a possibilidade de que algumas salas sejam reabertas em diferentes ocasiões. Pretendemos informar ao público, por meio do nosso site, o andamento das atividades de restauro e os nossos eventos, alguns deles a ser abrigados temporariamente em outras unidades da USP. Sheila Walbe Ornstein, diretora do Museu Paulista

Crime

A possibilidade de uma criança de 13 anos ter assassinado os pais, uma avó e a tia e em seguida ter se suicidado é um fato dramático (“O mistério da Brasilândia”, 14 de agosto). E assustador. Que razões a levaram a tais atitudes? E como entender que isso possa ter acontecido no seio de uma família que, em tese, não tinha problemas de relacionamento? Uriel Villas Boas

Barulho

O barulho causado por baladas é uma epidemia que está por toda a cidade. Na periferia é ainda pior! Os moradores têm medo de chamar a polícia ou pedir aos motoqueiros, donos de carro de som e organizadores de bailes que parem com a algazarra. E os barulhentos, por sua vez, têm a certeza de que podem continuar com a perturbação do sossego alheio sem ser atrapalhados, barrados ou punidos. Somos hoje reféns dentro do nosso próprio lar. Larissa Fernanda Souza

Fico admirado com essa gente que escolhe o bairro dos Jardins para morar e quer silêncio absoluto. Parece outro pessoal que foi morar do ladinho do Aeroporto de Congonhas e tentou fechá-lo anos atrás devido ao barulho dos aviões. Difícil mesmo é o nosso caso, pois viemos morar no Horto Florestal, na Serra da Cantareira, para ouvir só os passarinhos, e agora vamos levar um Rodoanel com oito pistas na orelha. Espero que a Dersa pelo menos faça um paredão lateral para amenizar a desgraça auditiva. Regina Blessa

Ivan Angelo

O cronista conseguiu na última edição marejar os olhos deste pai cinquentão. Ao ler o texto “Ele era feliz?” (14 de agosto), relembrei com saudade do meu próprio pai, que se foi há onze anos, e me perguntei: “E eu? Sou feliz?”. Paulo Muller

O Ivan Angelo conseguiu me fazer chorar. Seu texto me trouxe muita saudade de meu amado pai. Que escritor sensível! Antonio Lemos Gomes de Souza

Comportamento

Seções - cartas
(Foto: VEJA SÃO PAULO)

Fiquei extremamente contente ao ler a seção A Opinião do Leitor da edição passada e constatar que quase a totalidade das cartas publicadas sobre a matéria de capa “O interior faz a festa” (7 de agosto) foi de críticas ao comportamento exibicionista dos endinheirados do interior. Ainda bem que o número de pessoas sensatas é infinitamente maior do que o total de gente que só tem dinheiro! Luis Fernando Crestana

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Fonte: VEJA SÃO PAULO