Médico cria boneco de garrafa pet para ensinar massagem cardíaca

Cardiologista Agnaldo Psipico organizou ação para ensinar 5 000 estudantes de São Paulo a salvar vidas 

Por: Alessandra Freitas

guizinho
Boneco pronto para treinamento (Foto: Carla Nolasco/Arquivo SOCESP)

Ao apertar uma garrafa pet vazia para chamar a atenção de seu cachorro em uma brincadeira, o cardiologista Agnaldo Pispico se lembrou de uma conhecida pressão que executa na carreira. “A garrafa ofereceu a mesma resistência que o tórax em uma massagem de ressuscitação cardíaca”, conta o médico. A partir disso, a criatividade de Psipico deu origem a um boneco inédito, apelidado de “Guizinho”.

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Feito de garrafa pet vazia, camisa velha, isopor ou jornal e grampeador, o molde é uma inovação em treinamentos de compressão torácica, já que os modelos utilizados atualmente custam entre 100 e 100 000 dólares. No Congresso de Cardiologia, realizado no Transamérica Expo Center entre os dias 4 a 6 de junho, mais de 5 000 crianças de onze a quinze anos de escolas públicas da capital estão sendo esperadas para aprender a salvar vidas com o personagem.

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Materiais para fazer o boneco Guizinho (Foto: Carla Nolasco/Arquivo SOCESP)

Os cinquenta colégios envolvidos até agora no projeto estão produzindo os bonecos em oficinas de arte. A ideia é que as crianças e jovens que tomarão parte na iniciativa levem suas próprias confecções no dia do treinamento e, depois, voltem com eles para suas casas, onde replicarão o que foi aprendido. A expectativa é que o número de participantes no treinamento irá bater o recorde do Rank Brasil - o livro brasileiro dos recordes - na categoria. Um juiz será enviado para acompanhar a ação no Transamérica. Se o resultado for alcançado, o cardiologista irá buscar o recorde mundial em 2017.

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O objetivo da ação é capacitar as pessoas cada vez mais cedo para socorrer alguém que sofra de parada cardíaca. Segundo Pispico, há uma morte a cada um minuto e meio no Brasil, o que equivale a cerca de 720 pessoas. Com o treinamento, é possível aumentar em até quatro vezes a chance de sobrevida.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO