Fotografia

Calendário Pirelli terá modelo 'plus size' pela primeira vez

Com 90 quilos e 90 centímetros de cintura, modelo americana Candice Huffine será uma das estrelas da próxima edição do catálogo

Por: Redação Veja São Paulo - Atualizado em

Com 1,80 metro de altura, 90 quilos e quase 90 centímetros de cintura, medidas bem acima do padrão do mercado da moda feminina, a americana Candice Huffine, 29 anos, será a atração mais surprendente da próxima edição do tradicional calendário Pirelli. O trabalho está sendo produzido agora e chegará ao mercado em 2015, comemorando os 50 anos de existência do produto. Na semana passada, foram diviulgadas fotos de bastidores do ensaio de Candice, assinado pelo fotógrafo nova-iorquino Steven Meisel e pela ex-editora da Vogue francesa, Carine Roitfeld. As brasileiras Adriana Lima, Raquel Zimmermann e Isabeli Fontana, além da porto-riquenha Joan Smalls e da inglesa Karen Elson também farão parte do catálogo.

Candice não foi a única estrela do chamado look "plus size" a virar notícias nos últimos dias. Na segunda (21), a modelo australiana Robyn Lawley, com 1,82 metro de altura de e 81 quilos, causou rebuliço nas redes sociais ao postar uma foto de biquíni e sem photoshop no Instagram. Muitos internautas criticaram o fato de uma mulher com essas medidas ser considerada "gorda" dentro do universo da moda.

O tema "plus size" é bem sensível no mercado fashion e qualquer ajuste nas coleções acaba sempre rendendo polêmicas.  A grife Abercrombie & Fitch, por exemplo, anunciou recentemente que passará a vender modelos de roupa no tamanho XXXP, nas quais a circunferência da cintura é estimada em 56 centímetros. Isso depois de no ano passado tirar das araras as peças no tamanho XG (extra-grande). O motivo da exclusão do tamanho extra-grande, segundo o CEO da marca, Mike Jeffries, é poder associar o nome da Abercrombie apenas a "gente magra e bonita".

A rede americana de lojas populares J.Crew, logo após o anúncio da Abercrombie, introduziu em sua grade de tamanhos a numeração super-super-pequena. A desculpa usada pela marca é que há uma demanda crescente do mercado asiático pelos seus produtos. Lá, segundo a companhia, os clientes seriam menores e mais magros que os ocidentais

Fonte: VEJA SÃO PAULO