Teatro

Seis bons espetáculos infantis encerram temporada

Entre outras peças, "As Histórias do Caixão do Zé" sai de cartaz neste domingo (26)

Por: Redação VEJINHA.COM

As Histórias do Caixão do Zé
O corajoso coveiro e os espíritos do mal: boas soluções com os bonecos em 'As Histórias do Caixão do Zé' (Foto: Rubens Porto)

Seis boas peças infantis em cartaz na cidade, entre elas a montagem de bonecos "As Histórias do Caixão do Zé", encerram suas temporadas até o fim desta semana. Não perca tempo e garanta seu ingresso para conferir os espetáculos abaixo:

+ As melhores peças infantis

  • Resenha por Tatiane Rosset: De Márcio Pontes. Na divertida montagem de bonecos da Cia.Polichinelo — que brinca com o apelido do cineasta José Mojica Marins —, os atores-manipuladores Higor Ferminiano, Maria Alice Ferreira, Márcio Pontes e Marcelo Delilo dão corpo e voz a risíveis monstrengos. Em vez de assustarem, eles provocam no máximo um friozinho na barriga. Zé, o protagonista, não gosta de coveiros e, com a ajuda de seu atrapalhado assistente Toupeira, já espantou trinta deles de seu território. Mas um novato se atreve a querer transformar o cemitério em um lugar mais bonito. Isso só aumenta a ira de Zé. Embora as figuras não primem por movimentos realistas, as criativas saídas de composição dão graça à peça. Caveiras cobertas por trapos tornam-se espectros do mal, e duas luzes acesas na escuridão dão a ideia de sinistras corujas, tudo em um grande cenário. Estreou em 12/09/2010. Até 01/07/2012.
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  • Resenha por Tatiane Rosset: De Paulo Rogério Lopes. A montagem homenageia o fundador dos Jogos Olímpicos modernos, o barão de Coubertin (1863-1937). Sozinho no palco, Fernando Sampaio interpreta o Barão, que conta a história do esporte e mostra a sua importância. Desdobrando-se em vários papéis, com rápidas trocas de figurino, ele enfrenta uma maluca sequência de diferentes jogos, como corrida e salto em altura. Chamam atenção os momentos bem ensaiados em que o ator entra e sai de dentro de projeções em uma tela, como se fizesse parte do vídeo. Estreou em 14/05/2011. De 05/02/2012 a 26/02/2012.
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  • De Fábio Supérbi e Rodrigo Andrade. Sem diálogos, a peça da Cia. O Que de Que retorna com o elenco original e narra a saga de um palhaço (Rodrigo Andrade) expulso de um circo por causa de seus atrasos. Durante a noite, enquanto dormia na rua, um cachorro lhe rouba o nariz vermelho. Ao lado de uma menina (Marcia de Oliveira), ele persegue o ladrão e encontra pelo caminho personagens como um malabarista, um policial e uma vendedora de pães, todos representados por bonecos manipulados por Fábio Galvão — assim como o cão. Por meio de pequenas interações com o público e clássicas palhaçadas, o espetáculo diverte a plateia. Estreou em 31/07/2010. Até 31/03/2013.
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  • Resenha por Tatiane Rosset: De Wolf Erlbruch. A peça, adaptada do livro homônimo do autor alemão pela Cia. De Feitos, transforma a morte em um personagem pronto para fazer reflexões sobre sua “profissão”. A história apresenta três patos (os atores Artur Kon, Giscard Luccas e Leandro Ivo) perseguidos pela sinistra figura (Denise Cruz). Intrigados, eles tentam descobrir o que acontece quando tudo termina e passam a temer por esse dia. Projeções coloridas em uma grande tela, além de criativos efeitos de luz, representam os vários ambientes e os momentos de devaneio das aves sobre a hora da partida. Há espaço ainda para as músicas Rap do Patinho, O Pulso da Pata do Pato e Esportes Radicais. Apesar do tom de comédia, vale o aviso: os menorzinhos podem ficar amedrontados com algumas situações. Estreou em 05/03/2011. Até 18/08/2012.
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  • Está tudo ali. O rei foi assassinado, Ofélia enlouquece e se suicida, o pai e o irmão dela são mortos e Hamlet consegue se vingar do tio. Mas não há motivo para pais ou acompanhantes adultos se preocuparem. O mérito da ótima O Príncipe da Dinamarca, é justamente não omitir nada de Hamlet, cujo texto original foi escrito por Shakespeare entre 1599 e 1601. Trata-se da terceira, e melhor, investida do autor, ator e diretor Angelo Brandini, dos Doutores da Alegria, no universo do dramaturgo inglês depois de Rei Lear (transformada em O Bobo do Rei) e Otelo (Othelito). No palco, a companhia Vagalum Tum Tum envolve a plateia de imediato. Hamlet recebe a visita do fantasma do pai, que lhe conta a verdade sobre sua morte e exige vingança. Cláudio, o tio do príncipe, matou o rei da Dinamarca para ocupar o trono. A fim de desmascará-lo, o protagonista finge estar louco e bola um plano. Mas Cláudio descobre tudo e tenta virar o jogo. Estreou em 1º/10/2011. Até 28/6/2015.
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  • Infantil

    Sapecado
    VejaSP
    Sem avaliação
    De Marcelo Romagnoli. Com o musical Felizardo, de 2005, a Banda Mirim provou ser um dos poucos grupos do teatro infantil realmente bons de cantoria. Desta vez, os onze integrantes do elenco mergulham na roupagem caipira, representada por muita chita colorida e esteiras de palha no cenário. Narram a história de dona Assunta, vivida por Cláudia Missura. Acompanhada do carteiro Adauto (o cantor Rubi) e de seu cachorro Rex (Edu Mantovani, totalmente absorto nos trejeitos caninos), essa sertaneja viaja a pé pela Estrada do Bromongó em direção à Vila do Sapecado para o casamento de Dete Mandioca (Nô Stopa). No caminho, conhece diversos tipos regionais e personagens da mitologia brasileira. Aparecem camponeses de um cafezal, pescador, benzedeira e a iara, entre canções de Tata Fernandes e Kléber Albuquerque interpretadas ao som de viola e sanfona, por exemplo. É um programão para a garotada conhecer de forma poética um pouco dos hábitos e costumes de fora da cidade grande. Estreou em 05/03/2008.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO