Teatro

Boas peças infantis para assistir no fim de semana

Seleção de espetáculos bacanas para levar a garotada

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM - Atualizado em

Tô Índio no Circo
'Tô Índio no Circo': trechos de composições da ópera de Carlos Gomes são executados ao vivo (Foto: Guilherme Castoldi)

Uma boa peça de teatro não pode ficar de fora de um roteiro para o Dia da Criança. E as famílias paulistanas têm diversas opções neste fim de semana. A seleção abaixo inclui musical, conto de fadas, espetáculo interativo e muito mais. Não perca: 

  • Criada pela Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (Tucca), a série de concertos infantis Aprendiz de Maestro chega à 12ª edição com cinco espetáculos inéditos na Sala São Paulo. Ao todo, serão oito apresentações até dezembro de 2014, sempre aos sábados, às 11h. A temporada se iniciou em 29 de março com a nova O Agente das Quatro Estações. O ator Paulo Goulart Filho, o maestro Daniel Cornejo e a Orquestra Filarmônica Infanto Juvenil mostram a obra de Antonio Vivaldi. Também haverá reprises, como O Índio de Casaca, no dia 26 de abril, com o maestro João Maurício Galindo. Estão à venda os pacotes anuais, que custam de R$ 320,00 a R$ 480,00. Os ingressos para cada exibição ainda não estão disponíveis.
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  • Alexandra Golik (autora e diretora da peça) e Rennata Airoldi vivem quatro conhecidas personagens neste musical. Por coincidência, elas se esbarram na mesma floresta. Chapeuzinho Vermelho está à procura da casa da avó, Cinderela se perdeu no caminho do baile, Branca de Neve tenta fugir da bruxa malvada e Bela Adormecida tira uma soneca. Em Maçãland, uma terra mágica, as donzelas encontram figuras como Príncipe Encantado, Madrasta, Barbazul e Lobo Mau. Ao longo da trama, sete canções compostas por Guga Bernardo e pela própria Golik são interpretadas ao vivo. A montagem funciona melhor para os menorzinhos, que não ficam um minuto sem dar risada com o texto nonsense. Estreou em 12/10/2011. Até 27/7/2016.
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  • Em 2012, a diretora Cristiane Paoli estreou a ótima Meu Pai É um Homem Pássaro. Ela retorna agora com a divertida Experiência, na qual é responsável também pelo roteiro. O espetáculo narra a história de três atores que assumem o papel de cientistas. Eles dão vida ao Dr. Alfred Gastão (Thiago Amaral), à Dra. Suzana Taboada (Fernanda Castello Branco) e ao Dr. Papillon de Albuquerque (Fabricio Licursi). Por engano, acabam entrando no laboratório do Dr. Crochik (Leonardo Crochik), um cientista de verdade. Incentivado pelo Dr. Crochik e pela plateia, o trio levanta questões sobre o universo, a vida e as leis naturais. Apesar do início um pouco confuso, a montagem passa a despertar o interesse da plateia ao narrar descobertas e as histórias de nomes importantes dessa área, como Isaac Newton. Sobressai o trabalho dos atores, que conseguem ensinar e fazer rir sem esforço. Completam a montagem intervenções audiovisuais caprichadas e um gerador de Van der Graaf, aquela bola eletrizada que deixa o cabelo do elenco em pé ao tocá-la. Estreou em 14/9/2013. Até 31/8/2014.
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  • Inspirada em O Guarani, de José de Alencar, a montagem é levada ao palco numa parceria das companhias Furunfunfum e Circo&Cia. A história narra a aventura da portuguesa Cecília (Natália Kwast) e de sua melhor amiga, Potira (Renata Maciel). Elas se apaixonam por Peri (Tucci Fattore), um índio que as salvou de uma onça. No entanto, o cruel vilão Loredano (André Martins, em atuação cômica) também ama Cecília e não vai facilitar para o herói. Dinâmico, o espetáculo diverte com piadas para pais e filhos. Bem afinado, o elenco, completado por Regina Lopes e Marcelo Zurawski (também diretor), proporciona momentos que vão do suspense à comédia. Os músicos Roberto Gastaldi, Renato Primo Comi e Cadu Carvalho tocam trechos da ópera de Carlos Gomes ao vivo. Vale o aviso: a peça pode assustar os mais novinhos.  Estreou em 28/9/2013. Até 24/11/2013.
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  • De Paulo Rogério Lopes. Pipo (a atriz Ziza Brisola) é um garoto estudioso e inteligente. Numa noite, ele se recusa a dormir e encontra uma pulga (papel de Isabela Graeff). O inseto aparece em busca de ajuda para construir uma casa em Roma, o berço do Renascimento. Em meio às acrobacias da dupla da Cia. Linhas Aéreas, os personagens seguem para o destino numa jornada cheia de desvios por vários países. A narrativa conquista a plateia por causa de um interessante cenário suspenso, que se transforma a cada etapa da história. Ele ganha destaque pela competente iluminação de Mirella Brandi e pelas imagens dos “projetos” de Pipo exibidas através de um antigo retroprojetor (daqueles que usam transparências). Numa das melhores cenas, a pulga e o menino enfrentam uma forte tempestade a bordo de uma caravela, na verdade a cama do garoto. Nesse momento, o palco parece se movimentar e o público, com a impressão de que ele balança de um lado para o outro, embarca de vez na viagem. Estreou em 28/07/2012. Até 2/11/2013.
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  • Quando estreou, em 2005, a peça O Ilha do Tesouro causou frisson - era difícil conseguir lugar para acompanhar a divertida aventura. O motivo estava em sua pouco convencional mescla de encenação, interatividade e uma instalação cenográfica de 500 metros feita de madeira, lona e barro. De volta ao cartaz, o espetáculo começa numa taverna na qual o ator Yunes Chami participa da primeira cena com as crianças (obrigatoriamente com mais de 7 anos). Depois, elas entram por um alçapão e partem em busca do tal tesouro. Do outro lado, os adultos presentes viram piratas e também brincam em túneis, labirintos e sequências de lutas de espada até o desfecho, dentro do Teatro do Centro da Terra. Recomendado a partir de 7 anos. Estreou em 14/5/2005. Até 11/12/2016.
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  • Alexandra Golik, que forma com Carla Candiotto a criativa dupla Le Plat du Jour, encarou sozinha o desafio de escrever, dirigir e cuidar da cenografia de Medinho Medão. Seu texto enfoca os receios e as inseguranças de Rafa (Diego Rodda), filho de um ocupado casal que só pensa em trabalho. No corre-corre, o garotinho passa por apuros quando a irmã adolescente, Neusinha (Marco Barretho), o esquece na porta do colégio. Em ritmo de desenho animado, os dois versáteis atores revezam-se em sete papéis. Uma fachada estilizada do Edifício Copan reforça a trama tipicamente paulistana, inspirada na infância da autora. Estreou em 16/4/2005. Até 31/5/2015.
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  • Infantil

    Menino Lua
    VejaSP
    Sem avaliação
    Dirigido por Fernanda Maia e com cenário e figurinos de Zé Henrique de Paula, o musical Menino Lua é um belo tributo a Luiz Gonzaga (1912-1989). Junto com a amiga Rosinha (Vivian Bertocco), o personagem que dá nome ao espetáculo (papel de Thiago França) quer acabar com a seca no Nordeste e sai em busca de soluções. A peça se divide em três espaços do teatro: um representa a casa de onde partem os amigos e os outros dois, o sertão. O vaivém entre os ambientes diverte a plateia, que acompanha o grupo em canções ao vivo, como Asa Branca e Que Nem Jiló, de Gonzagão. Completado por Aretê Bellar, Cy Teixeira, Felipe Ramos e Rodrigo Caetano, o elenco também entoa músicas criadas especialmente para a montagem. Elas ajudam a narrar as aventuras da dupla ao encontrar figuras típicas, como um beato, que revela um importante segredo, e uma divertida família de cangaceiros. Em um texto cheio de sacadas atuais, como as referências ao comportamento de alguns governantes do Nordeste, a garotada solta a imaginação em meio à cantoria. Estreou em 27/7/2013. Dias 18, 19 e 20/10/2013.
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  • Depois de darem uma volta ao mundo, invadirem o universo do circo e salvarem o planeta, os personagens de Mauricio de Sousa estão de volta com um musical. Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta, montagem de uma peça de 1978, apresenta a famosa dupla dos quadrinhos como o casal criado por Shakespeare e, o que é melhor, sem alterar a personalidade de cada um deles. Mônica, por exemplo, continua usando o Sansão como instrumento de persuasão e é por causa dele que Cebolinha aceita se casar com ela. Magali vive a ama de Julieta, Cascão, o frade, e Jotalhão, o mais engraçado, interpreta um príncipe de tamanho agigantado. A tragédia do original foi substituída por um enredo mais leve — ali, o futebol e o jogo de peteca são os principais motivos para os desentendimentos. Dirigido por Mauro Sousa, filho de Mauricio, o espetáculo reúne dezenove atores-bailarinos e lista dez canções compostas por Marcio Araujo. As coreografias, às vezes, parecem confusas. Por outro lado, os bonitos cenários e figurinos enchem os olhos. Estreou em 4/5/2013. Prorrogado até 24/11/2013.
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  • Um dos fundadores do Grupo Parlapatões, o ator Alexandre Roit resolveu seguir carreira-solo em 2002. No monólogo infantil O Senhor das Chaves, dirigido por Pedro Pires, ele assume o papel de um pescador. Um pouco desorientado, o personagem surge cheio de dúvidas. Enquanto tenta resolvê-las com a ajuda da criançada da plateia, ele encontra três baús repletos de utensílios. Com os objetos de cada um deles, o velho marujo pode contar suas histórias. Na primeira, toca flauta e trombone e narra o caso de amor entre uma sereia e um marinheiro. Em seguida, as habilidades do intérprete como malabarista são usadas para abordar as aventuras de um gigante. Na última, um pequeno aquário é posto em cena para representar a cidade perdida de Atlântida. Além da boa atuação de Roit, a constante participação do público é outro ponto positivo. Em vários momentos, as crianças são convidadas para subir ao palco e contribuir com a narrativa. A estratégia diverte, mantém a atenção dos pequenos espectadores e os estimula a entrar ainda mais no mundo da fantasia. Estreou em 31/8/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO