Carnaval 2015

Blocos da Vila Madalena terão de dispersar no Largo da Batata

Mais de sessenta agremiações se inscreveram para desfilar pelas ruas do bairro; novos registros na prefeitura podem ser feitos até dia 30

Por: Jussara Soares - Atualizado em

Bloco Confraria do Pasmado - Carnaval
Confraria do Pasmado, bloco tradicional da Vila Madalena (Foto: Facebook/Reprodução)

Diretores de blocos e cordões carnavalescos aguardam para os próximos dias a publicação do decreto do prefeito Fernando Haddad que regulamentará a folia nas ruas da cidade em 2015. Uma das regras deve obrigar que blocos da Vila Madalena desfilem em direção ao Largo da Batata, em Pinheiros, passando pelo Rua Inácio Pereira da Rocha. A dispersão fora do perímetro do bairro foi uma das principais revindicações da associação de moradores para evitar que o tumulto do Carnaval deste ano e da Copa do Mundo se repitam.

Dos cerca dos 250 blocos que já se cadastraram no site da Secretaria Municipal de Cultura para obter apoio do governo em seus desfiles, mais de sessenta indicaram as ruas da Vila Madalena como seus lugares de concentração. "Comerciantes e moradores não querem  que bagunça se repita. Não há mais baile de carnaval em clubes e a onda agora é a rua. É preciso achar o equilíbrio", afirma Cassio Calazans, presidente da Sociedade de Amigos da Vila Madalena (Savima).

Outra novidade é que a passagem de blocos e cordões deve ficar restrita a três fins de semanas. Além dos dias oficiais do Carnaval, que em 2015 será do dia 14 a 17 de fevereiro, apenas nos dois sábados e domingos anteriores (31 de janeiro/1º de fevereiro e 7/8 de fevereiro) haverá festa nas ruas. "Neste ano, foram cinco fins de semanas de festa. Foi insuportável para os moradores da Vila", diz Calazans.

O cadastramento de blocos, que terminaria no dia 17 deste mês, foi prorrogado até dia 30. A expectativa da prefeitura é que, com o novo prazo, o número de blocos na folia ultrapasse 300. O registro é voluntário e gratuito. Basta informar o local de saída do bloco, o trajeto e o público estimado. A ideia é que as subprefeituras e a Secretaria de Cultura adequem as necessidades de cada bloco de acordo com suas características.

 O objetivo é planejar a oferta de serviços de infraestrutura e mobilidade, como fechamento de ruas e desvio do trânsito, disponibilidade de banheiros químicos, cadastramento de ambulantes, ambulâncias e serviços de limpeza das ruas.

O carnaval de rua de São Paulo vem ganhando força nos últimos tempos. Após registrar 75 blocos em 2013, o número saltou no ano seguinte para mais de 200, que arrastaram uma multidão de 500 000 foliões. A prefeitura regulamentou a festa e ofereceu apoio, como bloqueios de rua e oferta de banheiros químicos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO