CINEMA

"À Beira do Abismo" prende o espectador do início ao fim

Muito mais que um drama ordinário, filme é um thriller enigmático

Por: Por Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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A negociadora (Elizabeth Banks) e o suicida (Sam Worthington): tensão no alto do Hotel Roosevelt (Foto: Divulgação)

A princípio, “À Beira do Abismo” parece um drama ordinário. Não demora, contudo, para o filme, em pré-estreia na cidade e com lançamento prometido para sexta (3), virar um quebra-cabeça e tomar a forma de um enigmático thriller. A produção traz uma dupla de estreantes. É o primeiro longa-metragem de direção do diretor dinamarquês Asger Leth e o roteiro pioneiro para o cinema do venezuelano Pablo F. Fenjves. Para dar crédito à dupla, o elenco traz caras conhecidas. Protagonista de “Avatar” e de “Fúria de Titãs”, o inglês Sam Worthington interpreta Nick Cassidy.

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Entre o presente e o passado recente, dá para adiantar: muito elegante, o personagem entra no Hotel Roosevelt, em Nova York, pede um quarto no último andar, uma refeição com lagosta e champanhe, escreve um bilhete de despedida, abre a janela e ajeita-se no parapeito do edifício. Lá embaixo, os pedestres vibram diante da iminente queda do suicida, e uma repórter de TV (Kyra Sedgwick) aparece para cobrir a tragédia. A história, então, retrocede e mostra como Nick chegou a tal ponto de desespero. Preso por ter roubado um diamante de um empresário bilionário (Ed Harris), esse ex-policial foi condenado a 25 anos de cadeia. Ele alega inocência, arranja um jeito de escapar das grades e, no coração de Manhattan, tenta chamar a atenção da mídia. Na chegada dos policiais, Nick faz uma exigência: só trata do assunto com a negociadora Lydia Mercer (Elizabeth Banks).

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É melhor parar a sinopse por aqui. Quanto menos se revela a trama de “À Beira do Abismo”, mais surpreendente ele fica. Mesmo com enredo improvável, proporciona à plateia entretenimento eletrizante em tempo integral. Embora haja um frouxo confronto final entre vilão e mocinho, a narrativa ágil, os momentos de tensão e a direção sem apelo para estrondosos efeitos visuais fazem a diferença.

Fonte: VEJA SÃO PAULO