Bares

Dgé serve pratos e petiscos preparados com ingredientes brasileiros

A casa comandada por Rogério Maldonado tem ainda uma boa seleção de rótulos de cerveja nacionais

Por: Marcelo Cobra - Atualizado em

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O vistoso bar: grupos de amigos e casais podem provar cervejas e drinques (Foto: Lucas Lima)

O caminho para Rogério Maldonado ingressar na gastronomia não poderia ter sido mais sinuoso. Formado em engenharia, o empresário atuou na área por uma década. Em seguida, estudou administração de empresas e trabalhou com marketing. Em 2007, mudou de ramo e passou a comandar uma pequena lanchonete no centro da cidade. Reavivou, assim, uma antiga paixão: a culinária.

Aos 36 anos, formou-se chef pela Universidade Anhembi Morumbi e partiu para a Itália. Lá, fez sua especialização no Instituto de Culinária Italiana para Estrangeiros (Icif) e emendou uma temporada de seis meses na cozinha da estrelada Osteria Francescana, em Modena, do chef Massimo Bottura. De volta a São Paulo, usou todos esses conhecimentos para abrir o Dgé, misto de bar e restaurante inaugurado há três meses num trecho não tão badalado dos Jardins.

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Panelinha de rabada com banana-da-terra: R$ 19,00 (Foto: Lucas Lima)

Dividido em dois pavimentos, o imóvel de esquina tem no térreo um vistoso bar no salão de decoração neutra, em tons claros. Nesse ambiente apertado, as mesinhas de madeira são disputadas por casais e grupos de trintões que querem bater papo e petiscar. No piso superior, fica uma agradável varanda protegida por um toldo retrátil, ideal para os dias quentes.

Nesses dois ambientes, circulam sugestões do cardápio criado por Maldonado — marcado pela boa utilização de itens brasileiros — e executadas por Filipe Augusto dos Santos. Abre-alas animador, o escondidinho de músculo (R$ 18,00) chega coberto por purê de canjica gratinado. Numa graciosa panelinha branca, a rabada desfiada com banana-da-terra (R$ 19,00) vem ao lado de uma porção de focaccia feita na casa. Quem preferir fazer uma refeição poderá investir em pratos a exemplo da barriga de porco guarnecida de couve e farofa de manga flambada na cachaça (R$ 39,00), que mostrou uma equilibrada combinação de sabores.

Na hora de beber, dispense os drinques da extensa carta, ainda em fase de ajustes, e prove um dos trinta rótulos de cerveja. De Ribeirão Preto, a pilsen Colorado Cauim (R$ 18,00) leva fécula de mandioca na fórmula. Entre as poucas garrafas estrangeiras, não deixe de experimentar a Mort Subite Xtreme Framboise (R$ 19,00; 250 mililitros), da Bélgica. Adocicada, ela possui sabor intenso de framboesa e um leve toque frisante. Vai bem, inclusive, com doces como a bananada ao chantili de cajá (R$ 13,00).

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Fonte: VEJA SÃO PAULO