Música

Banda Uó: paródias que pretendem algo novo

Grupo de Cuiabá faz sucesso entre moderninhos com mistura de tecnobrega e hits pop

Por: Catarina Cicarelli - Atualizado em

Banda Uó
Banda Uó: versões em tecnobrega de músicas de Katy Perry e Willow Smith (Foto: Ivan Erick)

Você está na balada quando, de repente, ouve uma versão brega de um hit pop qualquer. Antes de sacar do bolso seu aplicativo para iPhone que desvenda o nome das músicas e decretar que o mundo acabou, saiba que se trata da Banda Uó, nova sensação entre moderninhos. Em cerca de um ano, o grupo deixou de ser apenas uma brincadeira na internet e conquistaram mais de 920 mil visualizações no YouTube, além de levar o prêmio de melhor webclipe no último VMB, da MTV.

+ Hipster, que diabo é isso?

+ Cine Joia agora é balada

+ Aplicativos úteis para os baladeiros

A banda é formada pelo publicitário Mateus Carrilho, pelo produtor musical Davi Sabbag e pela promoter Mel Gonçalves, esta transexual que, no palco, encarna a personagem Candy Mel. Surgiu em outubro do ano passado, em um vídeo que Carrilho fez para divulgar uma balada que promovia em Cuiabá, a Festa Uó. “Queríamos fazer algo engraçado e inventamos uma banda fictícia, que levava o nome da festa”, conta. A paródia “Não Quero Saber”, em português, relê “Teenage Dream”, sucesso de Katy Perry.

O clipe fez sucesso na internet e chegou a ser comentado no Twitter pelo DJ americano Diplo, um dos responsáveis por internacionalizar o funk carioca, e pelo blogueiro Perez Hilton. “Percebemos, então, que aquilo não era mais uma brincadeira e passamos a levar o projeto a sério”, diz Carrilho.

Em dezembro, a Banda Uó abriu em Goiânia um show do Bonde do Rolê que, após ver a apresentação, fez uma proposta para empresariar a turma. Assessorados pelos curitibanos, o grupo gravou em fevereiro o EP “Me Emoldurei de Presente pra Te Ter”, lançado em junho último. Das cinco músicas, a primeira a ser divulgada foi “Shake de Amor”, adaptação de “Whip My Hair”, de Willow Smith, que conta a saga de uma mulher grávida de um rockstar que não deseja assumir a criança. “Quando percebemos, era a história da Luciana Gimenez e do Mick Jagger, mas não foi intencional”, explica Carrilho. O nome do vocalista dos Rolling Stones pode até ser ouvido durante a faixa.

No VMB, após serem premiados, cantaram com Gaby Amarantos, a “Beyoncé do Brasil”, um dos ícones do tecnobrega. “Queremos quebrar preconceitos”, afirma Carrilho. Apesar de se inspirar no gênero, a Banda Uó diz não se encaixar nele. “Fazemos algo novo. Assim como existiu o new wave, nós criamos o new melody."

Em São Paulo, o grupo já tocou em lugares como Bar Secreto, Clube Glória, Estúdio Emme e The Society. A próxima apresentação deles na cidade será nesta sexta (11), com uma participação especial do show que Preta Gil faz na The Week.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO