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Baby do Brasil dá pausa no gospel e retoma hits da carreira

Ao lado do filho Pedro Baby, a cantora relembra músicas como A Menina Dança e Menino do Rio no HSBC Brasil

Por: Carol Pascoal - Atualizado em

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A intérprete e o guitarrista: única apresentação desse repertório (Foto: Divulgação)

A primeira edição do Rock in Rio, em 1985, recebeu nomes do tamanho do AC/DC, Ozzy Osbourne e Whitesnake, mas foi uma mulher a responsável por uma das atitudes mais surpreendentes do festival. Enquanto o então marido Pepeu Gomes se apresentava, Baby Consuelo entrou no palco animada com o barrigão de gestante à vista para interpretar, entre outras, uma versão de Brasileirinho.

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Naquele momento, nem a alma mais santa poderia imaginar que, dez anos depois desse episódio, a ex-integrante dos Novos Baianos mudaria o nome artístico para Baby do Brasil e, em seguida, largaria a música popular para se dedicar exclusivamente ao gospel.

Após treze anos na função de popstora (termo inventado por ela que mistura as palavras “pop star” e “pastora”), a artista dá uma pausa no repertório religioso e retoma os antigos hits acompanhada do quarto dos seus seis filhos, o guitarrista Pedro Baby, de 34 anos — no Rock in Rio ela estava grávida do caçula Kriptus Rá.

A turnê Baby Sucessos passou pelo Rio de Janeiro, Recife, Salvador e agora chega ao HSBC Brasil. Partiu de Pedro Baby a idealização do espetáculo. Ao longo de 2012, ele percorreu o país ao lado de Gal Costa com o show do disco Recanto. Em certa ocasião, a intérprete disse ao rapaz que acreditava que deve ser uma das maiores alegrias do mundo para uma mãe tocar junto de um filho.

Ele amadureceu a ideia e fez a proposta com o objetivo de comemorar em cena os 60 anos de idade da cantora, completados em julho do ano passado. Como ela declarou, o convite só foi aceito com autorização divina. Em quase duas horas de apresentação, os fãs podem curtir canções de várias fases da trajetória de Baby do Brasil.

Os seguidores dos Novos Baianos são brindados com A Menina Dança e Tinindo Trincando, já a carreira-solo é lembrada em Sem Pecado e sem Juízo, Telúrica e Cósmica. Menino do Rio (Caetano Veloso) e Todo Dia Era Dia de Índio (Jorge Ben Jor) também constam no roteiro.

Fonte: VEJA SÃO PAULO