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Anima Mundi chega a São Paulo

De 25 a 29 deste mês, público terá sessões de longas e curtas-metragens e palestras com feras da área como o brasileiro Rodrigo Teixeira, que já trabalhou em “A Invenção de Hugo Cabret”

Por: Pedro Katchborian - Atualizado em

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Após duas semanas no Rio de Janeiro, o festival Anima Mundi chega a São Paulo na próxima quarta (25), onde fica em cartaz até dia 29. A 20ª edição do evento, que ocorre no Memorial da América Latina e no CCBB, premia diferentes categorias da animação e traz produções nacionais e estrangeiras. Os ingressos para cada sessão custam 8 reais.

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As exibições podem ser de uma seleção de curtas ou de um longa-metragem. A novidade deste ano é que o Anima Mundi, que também elege as melhores produções em diversas categorias, pode dar uma indicação ao Oscar 2013. Isso porque o vencedor na categoria melhor curta de animação, na votação dos júris, entrará na lista dos pré-indicados a uma estatueta na mesma categoria.

São dez os candidatos brasileiros a esse prêmio do festival: “Cafeka”, de Natalia Cristine; “Destimação”, de Ricardo De Podestá; “Linear”, de Amir Admoni; “Mentiras São Contadas em Julho”, de Rogério Vilela; “Neomorphus”, do estúdio Animatorio; “O Acaso e a Borboleta”, de Fernanda Correa e Tiago Américo; “O Grande Evento”, de Thomas Larson; “O Guitarrista no Telhado”, de Guto Bozzetti; “Realejo”, de Marcus Vasconcelos; e “Valquíria”, de Luiz Henrique Marques Gonçalves. Saiba quais curtas estão nos blocos e veja programação completa clicando aqui.

Outras atrações

O evento traz ainda em sua programação palestras gratuitas sobre o universo da animação. Entre os participantes está o brasileiro Rodrigo Teixeira, que esteve presente na equipe de computação gráfica de produções como “2012” e “Alice no País das Maravilhas”. Há mais de uma década nos Estados Unidos, o gaúcho diz acreditar que o Brasil está no caminho certo. “Estamos bem servidos nessa área. A repercussão que o Anima Mundi ganhou nestes 20 anos comprova isso.”

Com trabalhos expressivos no currículo, Teixeira afirma que pretende utilizar essa experiência para melhorar o mercado no país. “As pessoas saem daqui porque buscam projetos grandes. Eu saí atrás de um sonho e o realizei. Agora, quero trazer para o Brasil o que vivi.”

Também integrante da equipe que deu vida a “A Invenção de Hugo Cabret”, muito elogiado pelo recurso 3D, o animador defende que a tecnologia seja utilizada com cautela no cinema. “Há muitos trabalhos que ficam horríveis em três dimensões. A ferramenta pode interferir na história e prejudicar a narrativa.” A palestra de Teixeira ocorre dia 27, às 21h, no Memorial da América Latina.

Fonte: VEJA SÃO PAULO