Crônica

Agora, eleições

Por: Ivan Angelo

Acabou a Copa, vamos pensar em eleições. Isso, agora, é o que importa: escolher bem os novos dirigentes, escolhê-los pela competência, pelos conhecimentos e pelo preparo. Escolher os que possam consertar as coisas nos próximos quatro anos.

Ficou claro para todos nós que os que hoje estão na cúpula não resolvem nossos problemas, não sabem resolvê-los, não têm a menor ideia de como resolvê-los. Pior: não têm competência para resolvê-los.

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E outra: não podem lidar assim com o dinheiro da nação. Onde é que já se viu gastar bilhões para obter resultados tão pífios? Para quais ralos secretos escorreram partes desses bilhões?

A imagem nacional, que já não era boa, e que ia ficando pior a cada nova leva palaciana no poder, está ruim e é preciso recuperá-la, para que não percamos a esperança que sempre nos animou.

O desgaste afeta nossa posição no mercado internacional. Cai a nossa cotação, os lances por nosso produto tipo exportação diminuem de valor. Concorrentes que eram menos bem avaliados já tomam boas posições nas bolsas. É natural. O mercado não é sentimental.

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Estamos cansados. Olhamos o panorama e balançamos a cabeça, desanimados.

Cansados dos vendedores de ilusões, dos que prometem sem saber o que fazer para cumprir suas promessas, ou sem fazer o honesto esforço para cumpri-las, sem humildemente se preparar para isso; estamos cansados dos favorecimentos para esta ou aquela turma de bem amigos, para capos de facções; cansados das escolhas por compadrio e corporativismo, escolhas que não visam a mudanças, mas à permanência nos cargos; cansados dos áulicos, dos espertos, dos aproveitadores de sempre, dos que almoçam de graça, viajam de graça, dos ufanistas, dos puxa-sacos, dos chapas-brancas, dos que fazem vistas grossas para os malfeitos, dos superados, dos despreparados, dos preguiçosos, dos comodistas; estamos cansados do trabalho mal direcionado, do desperdício de talentos, do menosprezo aos adversários; cansados desse brilho de propaganda.

Chega. Chega de dirigentes escolhidos em arranjos e conchavos políticos de gabinete, impostos autoritariamente à nação. Queremos menos politicagem e mais competência técnica. É disto que se trata: o povo brasileiro está cansado de enganação e exige eleição direta para o comando da seleção.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO