Entrevista

Agnaldo Timóteo, sobre sua experiência homossexual: “Passou”

Vídeo em que o cantor e vereador se apressa em negar que tenha assumido ser gay fez sucesso na internet

Por: Alexandre Aragão - Atualizado em

Agnaldo Timóteo
O cantor e vereador Agnaldo Timóteo: saia-justa no programa de Luciana Gimenez (Foto: Divulgação)

Sinônimo de polêmica, o cantor e vereador Agnaldo Timóteo protagonizou mais um episódio curioso na última quinta (19). Ao vivo no programa “Superpop”, da RedeTV!, o jornalista Felipeh Campos disse que Timóteo e ele eram “homossexuais assumidos”. O cantor mostrou-se incomodado com a afirmação e se apressou em dizer: “Não sou assumido nem desassumido, sou Agnaldo Timóteo.” Rapidamente, o vídeo foi visto por milhares de pessoas na internet.

De camisa e calça brancas e um sobretudo com padronagem pied-de-poule, o vereador recebeu a VEJASP.COM em seu gabinete na Câmara Municipal de São Paulo para conversar sobre o episódio. Confira a entrevista abaixo.

+ “Já comprei fiado”, diz a socialite Val Marchiori

+ Luciana Gimenez comenta retorno ao "Superpop"

+ Glossário: dez expressões do Twitter

VEJA SÃO PAULO — Por que sua participação no “Superpop” repercutiu tanto? Agnaldo Timóteo — Acho que o jornalista falou que “nós somos homossexuais assumidos” para me provocar. Eu não podia revidar, dizer: “Assumido é sua mãe”. Tive que administrar, porque quando vou à televisão tenho um cuidado muito grande para não ferir as pessoas do meu tempo. Tenho 75 anos, estou na mídia há 47. Tentei não ser agressivo com ele.

VEJA SÃO PAULO — O senhor já teve alguma experiência homossexual? Agnaldo Timóteo — Eu fui garoto. Dormi com meus primos. O que você acha? Eu tinha 10 anos, meu primo tinha 9. É muito difícil um garoto não passar por isso.

VEJA SÃO PAULO — Mas essas experiências tiveram reflexo na sua orientação sexual? Agnaldo Timóteo — De maneira nenhuma. Que nada, passou. É coisa de criança. A partir de 15, 16 anos, você passa a ter uma conduta de cidadão, vai viver sua vida com quem queira, apaixonado por quem queira.

VEJA SÃO PAULO — Como você lida com o assédio de fãs masculinos? Algum já se insinuou? Agnaldo Timóteo — Não sei se era homossexual, mas era uma criança muito linda de 16 anos, em 1967. Ficou meu amigo por muitos anos, depois foi morar na França. Ele se chama Widney, hoje em dia mora no Rio de Janeiro, às vezes o ajudo. Ele me abordou no meio da rua. Estava andando pela Avenida Nossa Senhora de Copacabana, indo em direção à minha casa na época.

VEJA SÃO PAULO — Qual é a sua posição em relação aos homossexuais? Agnaldo Timóteo — Eu sou completamente a favor de que pessoas do mesmo sexo se amem profundamente. Sou radicalmente contrário que essas pessoas agridam a sociedade com atitudes irresponsáveis, vulgares e não convencionais. Sou completamente contrário.

VEJA SÃO PAULO — Em que sentido? Agnaldo Timóteo — Homens se beijarem no meio da rua e mulheres se beijando. Isso é uma violência contra a família brasileira. Viva sua vida na intimidade ou em bares especializados nisso. Tem tanta boate LGBT por aí. Tanto lugar para se encontrarem...

VEJA SÃO PAULO — O senhor acha que a homossexualidade é um assunto delicado de se tratar? Agnaldo Timóteo — Não é nada delicado. É necessário que as pessoas responsáveis pelas decisões tenham a capacidade de não serem demagogas. O que a gente percebe é que muita gente no meio da política quer tirar proveito desse filão. E aí vota em qualquer coisa. Muitas pessoas que acham que os homossexuais são ingênuos. A comunidade do homossexualismo sabe quem fala com respeito a eles.

VEJA SÃO PAULO — Em que categoria o senhor se enquadra? Agnaldo Timóteo — Eu sou radicalmente contra os excessos. Radicalmente contra as agressões por meio de atitudes ridículas, mesquinhas e vulgares. Sou totalmente a favor de que se viva a vida com o mais absoluto respeito e o mais profundo amor em suas habitações ou em locais adequados para os encontros.

Confira como foi a participação do político no "Superpop":

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO