Paulistano Nota Dez

Administrador orienta pessoas a apoiar ações sociais

Marcos Flávio Azzi abandonou o trabalho de catorze anos no mercado financeiro para se dedicar à filantropia

Por: Adriana Farias

Marcos Azzi
"Em seis anos de instituto, já apoiamos oitenta ONGs com 12 milhões de reais" (Foto: Mario Rodrigues)

Nome: Marcos Flávio Azzi | Profissão: administrador | Atitude transformadora: criou o Instituto Azzi, que orienta pessoas de alto poder aquisitivo a apoiar ações sociais

Ao passar dez dias meditando no Deserto do Atacama, no Chile, em 2009, Marcos Flávio Azzi, 42, tomou a decisão de sua vida: abandonar o trabalho de catorze anos no mercado financeiro para se dedicar à filantropia. Vendeu sua parte em uma administradora de recursos da qual era sócio e criou o Instituto Azzi, uma organização sem fins lucrativos que oferece a pessoas de alto poder aquisitivo da Grande São Paulo a possibilidade de apoiar projetos sociais focados em suas causas de interesse, de forma transparente e com acompanhamento do dinheiro doado.

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“Viemos para servir de ponte àquelas pessoas que queriam doar, mas se queixavam da falta de confiança e capacidade de selecionar uma causa”, conta. “Em seis anos de instituto, já apoiamos oitenta ONGs com 12 milhões de reais”, completa.

O Azzi angariou sessenta investidores, como médicos, advogados, arquitetos e empresários. Entre outras coisas, isso gerou recursos para que mais de 400 casas fossem reformadas nas regiões da Brasilândia, Taboão da Serra e Capão Redondo. No início deste ano, outra iniciativa possibilitou que mais de 3 000 crianças de seis escolas do ensino fundamental do Campo Limpo fossem beneficiadas com um projeto de fomento à leitura.

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Natural de São Gonçalo do Sapucaí, interior de Minas Gerais, Marcos não recebe salário desde que abandonou o emprego no mercado financeiro. Vive com os rendimentos de uma carteira de ações. Antes de criar a ONG, ele participava por conta própria de empreendimentos sociais, aplicando 1% de seu patrimônio em projetos de melhorias de residências no bairro de Perus.

Continua fazendo isso até hoje, em paralelo ao trabalho no Azzi. Calcula ter ajudado a reformar cerca de 600 casas. “Em uma delas, criamos uma rampa de acessibilidade para uma senhora de 102 anos poder sair para tomar sol”, diz. “Esse tipo de ajuda gera um resultado enorme e traz dignidade à família.”

Fonte: VEJA SÃO PAULO