Especial

Esportista: Adhemar Ferreira da Silva deu saltos triplos históricos

Esportista foi o primeiro brasileiro a alcançar duas medalhas de ouro olímpicas

Por: Fabio Wright

Adhemar Ferreira da Silva - capa 2201
Adhemar Ferreira da Silva: eleito o esportista mais marcante de São Paulo (Foto: Divulgação)

O uniforme do São Paulo Futebol Clube ostenta três estrelas vermelhas, referências aos títulos mundiais de 1992, 1993 e 2005. Traz ainda duas estrelas douradas. Ao contrário do que imaginam muitos são-paulinos, elas não fazem alusão ao futebol. São uma homenagem aos recordes mundiais no salto triplo do paulistano Adhemar Ferreira da Silva (1927-2001), obtidos em 1952 e 1955.

“Não tivemos um jogador de futebol em São Paulo com a expressão dele”, diz o jornalista e pesquisador Celso Unzelte. Adhemar foi o primeiro brasileiro a alcançar duas medalhas de ouro olímpicas — em Helsinque, na Finlândia, em 1952, e em Melbourne, na Austrália, em 1956. “Se hoje em dia já é dificílimo ganhar uma medalha de ouro em Olimpíada, imagine duas e naquela época”, afirma o jornalista e escritor Marcelo Duarte.

Para o comentarista Mauro Beting, “suas conquistas foram um caso de superação monstruoso”. De origem humilde, Adhemar só pisou numa pista de atletismo aos 18 anos, convidado por um amigo. Iniciou a carreira no São Paulo Futebol Clube em 1947, quando a sede ainda ficava no Canindé. Tornou-se pupilo do técnico do clube, o alemão Dietrich Gerner. “Adhemar também entrou para a história como o inventor da volta olímpica”, lembra o comentarista esportivo Orlando Duarte. “Depois de saltar 16,22 metros em Helsinque, ele, ovacionado, percorreu a pista para saudar o público.”

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Adhemar Ferreira da Silva - capa 2201
Nas fotos, Adhemar em Helsinque, na Finlândia: o primeiro ouro olímpico veio em 1952 (Foto: Arquivo pessoal)

 

VOTARAM

Celso Unzelte, jornalista e pesquisador

José Silvério, narrador

Juca Kfouri, jornalista

Marcelo Duarte, jornalista e escritor

Mauro Beting, comentarista

Orlando Duarte, jornalista

Sérgio Xavier Filho, diretor de redação da PLACAR

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO