Espetáculo ‘Rapunzel’ é sucesso entre a garotada

Adaptação moderna de conto dos irmãos Grimm está em cartaz no Sesc Pompeia

No fim das apresentações de Rapunzel, em cartaz no Sesc Pompeia até dia 4 de março, as crianças se aglomeram do lado de fora do teatro para conversar com as atrizes Adriana Telg (Rapunzel) e Ziza Brisola (Bruxa Malvada). Com sessões lotadas aos sábados e domingos, a peça é uma adaptação da companhia Le Plat du Jour para o conto dos irmãos Grimm.

 

Do original, restam as longas tranças da mocinha e uma vilã daquelas bem bravas. A fúria da Bruxa começa quando o pai de Rapunzel rouba seus rabanetes de estimação para satisfazer os desejos da esposa, ainda grávida. Como vingança, a menina é sequestrada após o nascimento e aprisionada em uma casa na árvore.

Em entrevista a VEJASÃOPAULO.COM, Adriana Telg, 36 anos, comenta o sucesso do espetáculo. Um dos trunfos é o texto, recheado de sacadas atuais. Em determinado trecho, a megera diz que tem hora marcada para fazer peeling e lipo… no cabelo. As referências ao circo também ajudam a compor as melhores cenas – como quando a protagonista se equilibra na bola e faz acrobacias na escada. Leia mais abaixo:

Qual é o maior desafio de viver Rapunzel? A companhia Le Plat Du Jour tem a responsabilidade de sempre fazer as peças conforme o conto verdadeiro, apesar das atualizações no texto. Acho que esse foi o maior desafio. Nós começamos lendo o conto e fazendo o roteiro de ação. Ficamos dois meses praticamente só falando sobre a psicologia envolvida. Depois disso, a simplicidade da história é um desafio para a encenação. 

A que atribui o sucesso entre as crianças? É uma história que emociona. A Rapunzel fica presa por muitos anos e é mal tratada, mas mesmo assim ama a bruxa. As crianças se envolvem muito, porque a torre representa o quarto e até o lugar do castigo. O pais também gostam do momento em que ela encontra a mãe verdadeira, após passar anos desaparecida.

O espetáculo tem algumas cenas com elementos do circo. Como você se preparou? Eu comecei a minha carreira no circo, com 18 anos. Depois me envolvi com o teatro e misturei as linguagens. Por isso, tudo o que penso para os palcos, penso na fisicalidade. Na cena em que me equilibrei em uma bola, por exemplo, fiz algumas aulas com um professor especializado. O mesmo aconteceu nos trechos em que eu e Ziza Brisola usamos a escada para subir na torre.

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