‘O Concurso’ tem bons atores, mas todos ficam à deriva

Sem um roteiro à altura do talento de seus quatro protagonistas, a comédia perde a graça rapidinho

Com evidente influência de Se Beber, Não Case!, a comédia O Concurso tem início promissor. Quatro rapazes, que certamente tiveram uma noitada de cão, vão fazer o último exame para uma vaga de juiz federal no Rio de Janeiro. A trama volta três dias no tempo para mostrar como eles chegaram lá.

No Ceará, o humilde Freitas (Anderson Di Rizzi) deixou a mulher grávida (Carol Castro). O gaúcho Rogério Carlos (Fábio Porchat), um gay enrustido, foi pressionado pelo pai machão (Jackson Antunes) para passar no concurso. Rapaz  tímido do interior de São Paulo, Bernardo (Rodrigo Pandolfo) conta com a torcida de sua cidade.

Os três encontram o quarto adversário na capital fluminense. Trata-se do advogado carioca Caio (Danton Mello), que, malandrão, vai levá-los a destinos errantes. Os esforçados protagonistas fazem de tudo para extrair graça de um texto ruim, mas nem assim a trama decola. Sobram clichês em situações que não convencem — até traficantes com o gabarito da prova entram no enredo.

Ainda assim, Porchat e a dupla Pandolfo e Sabrina Sato, em personagens grosseiramente estereotipados, conseguem divertir.

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