Prédio de Letras, na USP, é ocupado por estudantes

Alunos protestam contra cortes na instituição

Contra os cortes na Universidade de São Paulo (USP), estudantes invadiram ontem (13) o prédio do curso de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), na Cidade Universitária, Zona Oeste de São Paulo. Anteontem, os alunos já haviam aprovado entrar em greve em apoio aos funcionários, que também estão paralisados. Eles disseram que estudam novas ocupações.

+ Alunos expulsam colegas invasores em Etec de São Paulo

Os alunos reivindicam que a USP adote sistema de cotas e políticas de permanência estudantil para pessoas de baixa renda. E querem a contratação de professores, praticamente paralisada há dois anos por causa da grave crise financeira enfrentada pela universidade. “A situação na Faculdade de Letras é extremamente precária. Por falta de professores, algumas disciplinas obrigatórias de graduação e pós-graduação deixaram de ser ministradas e várias aulas ficam lotadas, com até 70 alunos em sala”, afirmou Gabiru Campos, de 19 anos, do 2º ano.

Segundo levantamento feito pelos alunos, o Departamento de Letras Modernas, por exemplo, deveria ter 84 professores e está com 76. “Desde 2014, tivemos vários docentes que se aposentaram”, afirmou o aluno.

+ “Invasores levaram computadores”, diz diretora do Centro Paula Souza

Os estudantes disseram que outras faculdades estão se organizando para novas ocupações na universidade. “A ocupação da Letras vai ser a ponta da lança para reacendermos o movimento estudantil e colocarmos o reitor (Marco Antonio Zago) contra a parede, porque não vamos aceitar mais cortes”, disse Campos.

Os estudantes também disseram que vão unificar a luta das universidades estaduais paulistas com os secundaristas, que invadiram escolas e prédios públicos nos últimos 15 dias. Alguns secundaristas até foram chamados para a ocupação da Faculdade de Letras para “dividir a experiência” com os universitários. “A gente se inspira, porque eles estão na vanguarda”, afirmou Campos.

Sindicato e USP

Anteontem, o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) iniciou greve contra os cortes na universidade, reivindicando reajuste salarial de 12,8% e revogação da decisão da reitoria de tirar a sede do sindicato do câmpus.

Em nota, a USP afirmou que a greve é “preventiva”, já que as negociações salariais ainda não terminaram. E disse “confiar que a maioria da comunidade universitária não vai aceitar isso passivamente”. A universidade não comentou a ocupação do prédio da Faculdade de Letras.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s