MPL anuncia que as manifestações em São Paulo podem continuar

Movimento Passe Livre afirma que as manifestações não estão suspensas por completo. Segundo membros, grupos conservadores se infiltraram nos atos

O Movimento Passe Livre, que liderou os protestos pela revogação do aumento da tarifa do transporte público em São Paulo, anunciou nesta sexta-feira (21) a suspensão de novas manifestações na cidade. Em entrevista à rádio CBN, Rafael Siqueira, um dos integrantes do MPL, acusou grupos conservadores de se infiltrar nos atos. Ainda no mesmo dia, o grupo informou ter sido mal compreendido e por meio de uma nota oficial confirmou que os protestos não estão suspensos por completo.

“Não estamos suspendendo os protestos. Sempre afirmamos que a luta contra o aumento ia continuar até a revogação. Agora que a tarifa baixou, vamos dar continuidade à luta, pela tarifa zero. Só a luta muda a vida!”

Segundo ele, agressões a militantes de partidos políticos na sétima manifestação que ocorreu ontem, na Avenida Paulista, e propostas como a redução da maioridade penal motivaram a decisão.

Ainda ontem, em um discurso na Praça Oswaldo Cruz, o integrante Pedro Brandão criticou os confrontos entre militantes de partidos políticos e manifestantes. “O que vi foram militantes de extrema direita tentando usar essa mobilização para dar um caráter fascista ao movimento”, disse. De acordo com Brandão, o MPL é apartidário, mas tem consciência de que partidos de esquerda fizeram parte da luta pela queda do aumento da tarifa.

Em nota, o MPL afirmou que ser apartidário não é ser antipartidário. “Repudiamos os atos de violência direcionados a essas organizações durante a manifestação de hoje (ontem), da mesma maneira que repudiamos a violência policial. Desde os primeiros protestos, essas organizações tomaram parte na mobilização. Oportunismo é tentar excluí-las da luta que construímos juntos.”

Durante a manifestação de quinta-feira, grupos de partidos políticos e movimentos sociais foram agredidos e obrigados a deixar a manifestação.

A primeira manifestação após a revogação reuniu mais de 100 000 pessoas e foi palco de reivindicações das mais variadas causas, como protestos contra o projeto de lei do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos, que determina o fim da proibição de tratamentos para reverter a homossexualidade, a “cura gay”.

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