Cartas sobre a edição 2254


Sociedade

Sinto muito por todas elas (“O champanhe esquentou”, 1° de fevereiro). Essa exposição maciça, além de não favorecer ninguém, pintou com cores muito fortes e pouco confiáveis a vida dos endinheirados. Algumas tentaram representar, mas, como não dominam essa arte, foi um desastre. A única que não representou foi a Val Marchiori, que mostrou a verdadeira falta de educação. Deus as ajude!

MARIA HELENA DE MEDEIROS MARMO

Nunca fui rica, mas já trabalhei para famílias que deixariam Val Marchiori envergonhada por se achar rica. São pessoas que não têm um avião, mas uma frota, não têm uma casa em Angra dos Reis, e sim em um vilarejo na Toscana, não dão piti com o maître do Gero por atrasar o almoço, mas trazem o Ferran Adrià para fazer um jantar. E tudo isso sem alardear aos quatro ventos. Para ter dinheiro e uma vida tão fútil e medíocre como a que as participantes do programa estão mostrando, é melhor continuar trabalhando e tendo contas a pagar.

DEBORAH KITASATO

A cada segunda-feira, eu e minha família tentamos assistir a outros programas, mas não conseguimos. Invariavelmente, lá vamos nós aumentar a audiência desse reality show. A ideia até que é interessante, mas as personagens forçam demais a barra. Uma parece que não teve infância, a outra se faz de louca, a outra é louca, a outra subiu na vida “daquele jeito” e a outra pensa que manda em todo mundo. Hello! Rica de berço nenhuma parece ser.

ANA LÍDIA OLIVEIRA

“Mulheres Ricas”: não é útil nem agradável.

ROSE BAROLLO SFORCIN

Gastar por gastar indica o tanto de futilidade e cabeça oca das participantes. Quem tem dinheiro não fica ostentando, ainda mais num país tão carente, inseguro e com uma desigualdade social monstruosa.

EDUARDO C. PEREIRA

Achei muito bonitas as palavras de Maricy Trussardi, que diz que o importante é “ser, e não ter” e questiona os valores transmitidos pelo programa. Acredito que ela não conheça o blog de sua neta Lala Rudge, em que a jovem expõe diariamente seu closet recheado de grifes, viagens internacionais, visitas a restaurantes e cabeleireiros badalados, fazendo exatamente o que foi tão condenado por dona Trussardi. Gostaria de saber quais são os valores que a blogueira transmite às suas seguidoras. Na internet pode, mas na televisão não?

FLÁVIA GALVÃO

Duvido que a audiência de um programa chamado “Mulheres Pobres” fosse a mesma. É verdade que a maioria da população brasileira é de baixa renda, mas quem quer ficar vendo pobreza e desgraça na televisão? Para isso temos o “Jornal Nacional” e tantos outros programas jornalísticos. Atire a primeira pedra quem nunca quis passar pelo menos um dia como uma daquelas cinco mulheres ricas. Ou vai dizer que é muito legal ficar fazendo contas durante o mês inteiro para saber se o salário vai dar até o fim? Eu faço isso e não acho nada divertido. Para quem não quer saber como é ser rico no Brasil, a melhor solução é o controle remoto.

ADRIANA SAADE

Débora Rodrigues é a que melhor se comporta, em meio a um festival de absurdos perpetrados pelas outras ditas grã-finas. Em compensação, Val(direne) Marchiori é o exemplo perfeito de arrivista social. Val(direne) Marchiori renega seu próprio nome. E não deve fazê-lo por medo de embaraçar os milhares de Valdirenes que existem por aí, mas por sentir vergonha do próprio nome. Até VEJA SÃO PAULO já desperdiçou papel ao publicar reportagem de capa com essa infeliz criatura.

JOSÉ MARIA DA COSTA COELHO FILHO


Polícia

Fiquei indignada com a reportagem “Apagaram o nosso cartão-postal” (1º de fevereiro) por constatar mais uma vez que a administração pública gasta muito com decoração e se esquece de tomar cuidados básicos. Várias pontes estão em péssimas condições e não recebem a mínima atenção, mesmo quando põem em risco a vida de trabalhadores pagadores de impostos.

ANA PAULA ZANRRÉ

Em 22 de dezembro, saí de carro com minha família para fazer um tour pela cidade, já que estávamos às vésperas do Natal. Quando passamos pela Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira, no Brooklin, qual não foi nossa decepção. Ela estava totalmente às escuras. Talvez os roubos tenham começado bem antes da data suposta.

MILTON RAMALHO


Matthew Shirts

Matthew, desde que nasci moro na Pompeia e, lendo a sua crônica, logo reconheci o percurso realizado durante minha vida inteira (“Como ser feliz”, 1º de fevereiro). Tenho um bebê de 3 meses e certamente passarei pelas mesmas situações que você descreve passar com seu filho. Deus queira que, quando ela crescer, seja tão iluminada quanto seu filhote.

DANIELLE BERGER

É sempre um prazer ler as crônicas de Matthew Shirts. Ele escreve de maneira inspirada e divertida. Esse olhar meio estrangeiro, meio brasileiro é delicioso. Seu último texto realmente me fez rir e pensar. Espero que você continue se dividindo entre a NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL e a última página de VEJA SÃO PAULO por muito tempo!

JOÃO ALMEIDA


Especial 458 anos

Gostei muito da edição em comemoração do aniversário da cidade (“A São Paulo que surpreende”, 25 de janeiro). Uma das imagens que mais chamaram minha atenção foi a do fotógrafo Iatã Cannabrava. Não dá para pactuar com o descaso da prefeitura e do governo estadual, que fingem não ver o surgimento de centenas de favelas. Em troca de votos, os políticos levam água, asfalto e energia elétrica a áreas onde os moradores põem a própria vida em risco apenas por insistir em viver ali. Há muitas décadas não existe planejamento urbano para São Paulo. Essa desorganização faz com que faltem vagas nas creches, escolas e hospitais. Contribui ainda para as opções de lazer se manterem escassas e a segurança pública ser insuficiente.

JOSÉ CARLOS VAZ PEREIRA


Lazer

Sobre a reportagem “Agito no pôr do sol” (18 de janeiro), gostaria de dizer o seguinte: enquanto alguns se divertem, para mim esses entardeceres dançantes se tornaram um inferno. Sou moradora de um edifício vizinho ao Hotel Tivoli Mofarrej e, por causa das matinês, não posso mais ficar em casa aos sábados. Minha sala treme por causa da música alta e não consigo receber visitas para conversar. Já reclamamos para o hotel, mas eles dizem que o espaço onde acontece a festa é alugado para os organizadores do evento e que nada podem fazer a respeito. Nem os próprios hóspedes aguentam tamanha barulheira.

CHRISTIANNA LANG CARVALHO DE BARROS

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