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Resenha por Miguel Barbieri Jr.

Em dezembro de 2010, o diretor e sua equipe mais o antropólogo Terri Aquino e o sertanista José Carlos Meirelles encararam 500 quilômetros no Rio Envira a bordo de um barco. Saíram de Feijó, no Acre, em direção à fronteira com o Peru, numa jornada de três semanas. O objetivo era percorrer uma área onde vivem os índios das aldeias Majidá e Ashaninka. Na onda do longa-metragem Xingu, chega um documentário que faz um registro de uma região inóspita, habitada também por índios isolados, assim chamados porque recusam qualquer contato com a civilização. Estrela da fi ta, o articulado e enérgico Meirelles relembra casos curiosos, como o de um ataque no qual teve de matar um índio para se defender. Embora queira fl agrar imagens poéticas, o realizador acabando privilegiando as palavras. Esquece, assim, o cinema para trazer à tona uma atração de molde mais jornalístico. Estreou em 04/05/2012.

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