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Portaria que recomenda vacinação de grávidas contra Covid causa confusão em SP

Secretaria recomenda que as gestantes, lactantes e puérperas procurem os serviços de saúde apenas quando chegar a fase de vacinação do grupo prioritário

Por Redação VEJA São Paulo 17 abr 2021, 16h44

Uma portaria publicada pelo Ministério da Saúde que permite a vacinação contra a Covid-19 de mulheres grávidas, lactantes e que tiveram bebês até 60 dias provocou confusão em uma unidade de saúde na Zona Norte de São Paulo, na manhã deste sábado (17). As informações são do G1.

De acordo com a portaria, devem procurar os postos de vacinação as gestantes que possuem doenças preexistentes. Quem não possui nenhuma comorbidade precisa de uma recomendação médica.

A Secretaria Estadual da Saúde informou que as grávidas só podem ser vacinadas se forem dos grupos prioritários. Na UBS Vila Barbosa, no bairro do Limão, uma mulher grávida de 23 semanas tentou tomar a vacina contra o coronavírus e não conseguiu.

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“Baseado na declaração do Ministério da Saúde ontem, em nome de Rafael Parente, que é um dos secretários do Ministério da Saúde, informando que todas as mulheres grávidas já poderiam procurar [posto de saúde] para tomar a sua vacina. Minha esposa está de 23 semanas e eles se recusaram, porque segundo eles não foram orientados. Chamei a polícia pra ver se conseguia resolver, mas eles não têm informação”, contou o marido Paulo Roberto.

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O secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, disse que a recomendação está vigente no estado de São Paulo, mas ressaltou que as grávidas precisam de uma recomendação médica por escrito para serem vacinadas.

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“É importante que todas as mulheres grávidas estejam contendo o relatório dos seus médicos para que essa liberação ocorra. E lembrando também que as puérperas, aquelas mulheres que deram à luz nos últimos 60 dias poderão tomar a vacina”, argumentou. Segundo ele, existe disponibilidade de vacinas para esse novo grupo.

Na portaria do Ministério da Saúde, a recomendação é que mulheres grávidas que tenham doenças prévias (comorbidades) recebam a vacinação contra a Covid-19. A indicação é uma mudança em relação a diretrizes anteriores da pasta. As novas orientações foram publicadas em 15 de março.

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