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Oca recebe mostra sobre Luiz Gonzaga

<em>O Imaginário do Rei - Visões sobre o Universo de Luiz Gonzaga</em> recupera a carreira do artista pernambucano em 163 obras, entre vídeos, instalações, fotos e performances

Por Bruna Ribeiro 19 jul 2013, 21h43 | Atualizado em 5 set 2025, 17h19
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Está em cartaz na Oca a mostra O Imaginário do Rei – Visões sobre o Universo de Luiz Gonzaga, homenagem de 63 artistas ao rei do baião. Até 15 de setembro, 163 obras recuperam a trajetória do cantor e compositor pernambucano por meio de  vídeos, instalações, performances, fotografias raras, livros, CDs e filmes. A exposição integra as comemorações do Ano Luiz Gonzaga e tem curadoria de Bené Fonteles, que se tornou seu amigo após pesquisar a vida e a carreira de Gozanga, num trabalho que começou nos anos 1970.

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Fonteles conta que decidiu criar a exibição após o lançamento de seu livro, Rei do Baião, em 2010. “Aos poucos, escolhi obras que já conhecia sobre ele e também convidei outros artistas. Passamos por Salvador, Fortaleza, João Pessoa, Brasília e Rio de Janeiro até chegar a São Paulo”, conta o curador. “Cerca de cinco milhões de nordestinos vivem na cidade. Como fazemos a exposição pensando neles, fico feliz por estarmos aqui. Além disso, Luiz Gonzaga adorava São Paulo.”

O curador escolheu peças de artistas contemporâneos com a intenção de desconstruir a fronteira entre o erudito e o popular que, para ele, “são muito relativos”. Uma das criações imperdíveis, na opinião de Fonteles, é um vídeo de Tom Bezerra. Ele filmou e fotografou uma modelo vestida com traje de vaqueira, em uma peregrinação pelo centro de São Paulo. A moça percorreu pontos como a Praça da Sé, o Teatro Municipal e o Vale do Anhangabaú, carregando 35 alto-falantes no figurino. A trilha sonora é composta por sons do Nordeste, como as próprias canções de Luiz Gonzaga, e por mulheres rezando uma novena.

Outra dica de Fonteles é acompanhar um mural de fotos que mostra a evolução da carreira de Gonzagão. São 25 imagens que retratam diversas épocas de sua carreira, como quando ele tocava valsa e se vestia de paletó e gravata. Depois, o pernambucano assume a roupa icônica, uma mistura da figura de Lampião e de vaqueiro. “Ele criou essa imagem, que representa toda a população nordestina, principalmente do sertão”, analisa Fonteles.

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Falando em vestuário, não deixe de passar pelo figurino de Maria Bonita, criado pelo estilista Ronaldo Fraga especialmente para a exposição. “Luiz Gonzaga reinventou o Nordeste, que existia de uma forma muito preconceituosa. Ele deu dignidade a esse povo e a exposição faz você compreender isso”, diz o curador.

Outros artistas que criaram obras para a exposição são Maxim Malhado, Caetano Dias, Tom Bezerra, Christian Cravo, Iuri Sarmento e Paulo Pereira.

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