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‘Sex toys’ do futuro: as novidades de última geração nas lojas paulistanas

De masturbadores “conectados” a vibradores engraçadinhos, marcas investem em novidades importadas e parcerias com concorrentes

Por Humberto Abdo
Atualizado em 27 Maio 2024, 21h24 - Publicado em 21 out 2022, 06h00

Cinco concorrentes do mercado de bem-estar sexual decidiram se unir para criar uma nova linha voltada para o público feminino. Com novidades como um aparelho para exercícios íntimos e o novo massageador da Ludix (marca fundada pela ex-BBB Marcela Gowan), a “collab” ganhou o nome de Vulvas Urbanas, iniciativa da paulistana Chris Marcello, que comanda a Sophie Sensual Feelings.

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“Quando abri a empresa, tinha em mente que o produto não deveria ser o protagonista do negócio, e sim a vontade de diminuir os preconceitos com a saúde íntima das mulheres”, defende. Além de lubrificantes e cosméticos, os lançamentos da coleção incluem uma calcinha absorvente lavável e um disco menstrual com cores psicodélicas.

Para a empresária, o sucesso recente nesse setor é, em parte, efeito da pandemia. “Essa época abriu caminho para a jornada pelo autocuidado dentro de casa, embora o tema continue cheio de tabus.” Marcas como Océane e Amaro, que nem trabalhavam nesse ramo até então, passaram a investir em itens como vibradores e sugadores clitorianos — os grandes best-sellers do momento, alguns com a promessa de promover o orgasmo em segundos.

“Continuamos com uma demanda muito grande, especialmente do modelo com vibrador. Tudo o que é multifuncional tem se tornado tendência também”, diz Izabela Starling, uma das fundadoras da Pantynova, cujo portfólio inclui dildos, vibradores, calcinha vibratória e o novo Sponge, um discreto pulsador de 289 reais que imita a aparência de uma esponja de maquiagem. “Para quem não mora sozinho, dá para deixar na bancada sem erro.”

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Vibrador PUTZ3, da Pantynova
Vibrador PUTZ3, da Pantynova (Pantynova/Divulgação)

Com cada vez mais recursos e formatos, algumas criações hoje são voltadas “para todos os corpos”, sem distinção de gênero. “Como a linha Gender X, que tem uma dedeira em formato de língua e um vibrador de quatro pontos e três motores”, conta Camila Gentile, da rede Exclusiva Sex, com 24 lojas em São Paulo. Entre as invenções bem-humoradas, uma delas aposta no formato de um martelo. “Com a curvatura perfeita para o ponto G, também tem a parte da unha do martelo, que pode ser usada nos mamilos e no clitóris.”

Para os homens, os masturbadores seguem quase o mesmo sucesso dos sugadores e têm ganhado cada vez mais opções. Na fabricante americana Svakom, um dos recursos conecta o aparelho a vídeos pornôs da internet e reproduz as ações vistas nos filmes. “Tudo o que envolve aplicativos está em alta agora e alguns funcionam a longas distâncias de verdade, com uma pessoa em São Paulo e outra no Japão brincando remotamente, por exemplo”, complementa Maisa Pacheco, dona da sex shop homônima localizada na Consolação.

E os casais ainda são um público forte nessas lojas. “O anel peniano Magic Dante II é uma das novidades para eles: você baixa o app, coloca no pênis e ele dá uma nota para o desempenho sexual dos parceiros, como em um karaokê”, diverte-se Maisa. Da empresa Magic Motion, custa 650 reais, preço médio nessa categoria.

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Vibrador BABE1, da Pantynova
Vibrador BABE1, da Pantynova (Pantynova/Divulgação)

As bonecas realísticas, com valores que vão de 9 000 a 15 000 reais, completam a onda futurística ao ganhar funções quase humanas — como o “poder” de reproduzir gemidos e falar algumas frases. “Com esses valores achei que não venderíamos bem, mas fiquei chocada com o retorno do público e fazemos pelo menos duas vendas por mês”, conta Maisa.

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Publicado em VEJA São Paulo de 26 de outubro de 2022, edição nº 2812

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