Restauro do Museu da Língua Portuguesa é finalizado após incêndio em 2015

Local foi entregue pelo governo do estado na segunda (16), mas só deve reabrir em junho de 2020

O Museu da Língua Portuguesa está fechado desde 2015 depois de um incêndio acidental. Nesta segunda-feira (16), o governo estadual anunciou a finalização das obras de restauro do edifício, no valor total de 81,4 milhões de reais e arcada em parte pela iniciativa privada. O governador João Doria (PSDB) foi ao local para a entrega do projeto.

O espaço, localizado no mesmo complexo que a estação da Luz, no centro, só deve voltar a receber visitantes em 25 de junho de 2020. Ainda falta a instalação do acervo e a seleção da organização social que será responsável pela gestão do espaço. O secretário de Cultura, Sérgio Sá Leitão, afirmou que o governo está recebendo propostas das instituições interessadas, em uma licitação que ficará aberta até 29 de janeiro de 2020.

Durante os quatro anos de restauro do edifício histórico, as obras ocorreram em três fases, segundo o governo. Primeiro a restauração das fachadas do prédio, a reconstrução da cobertura, que foi extremamente afetada pelo incêndio, e por último, os trabalhos no espaço interno. Uma novidade é um café que será aberto no museu, localizado no terraço e com vista para o Parque da Luz.

O governador João Doria, no centro, na entrega das obras do Museu da Língua Portuguesa

O governador João Doria, no centro, na entrega das obras do Museu da Língua Portuguesa (Joca Duarte/Divulgação)

O governo afirma que as medidas de segurança para prevenir um acidente como o de 2015 foram reforçadas. Na ocasião o local não contava com o auto de vistoria dos bombeiros e alvará para funcionamento e estava em “processo de regularização”. O museu estava em operação desde 2006 e completaria 10 anos em maio de 2016.

A reconstrução foi aprovada pelos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio histórico do município, estado e União. As verbas para o restauro vieram do executivo estadual e federal, com apoio de outras instituições: Fundação Roberto Marinho, EDP, Grupo Globo, Itaú, Sabesp e Fundação Calouste Gulbenkian.

A secretaria adiantou algumas das atrações, como a chamada Línguas do Mundo, que irá abordar os vinte idiomas mais usados no planeta, Falares, sobre os sotaques brasileiros, e Nós da Língua Portuguesa, sobre a presença da língua lusa no mundo.

Relembre o incêndio

O fogo atingiu o edifício histórico no dia 21 de dezembro de 2015. O incêndio começou no primeiro andar do prédio e consumiu praticamente todo o telhado. O local estava fechado para visitação, era uma segunda-feira. Houve uma vítima, o brigadista Ronaldo Pereira, que morreu no Hospital das Clínicas após ser socorrido pelos companheiros enquanto tentava apagar as chamas.

O inquérito da Polícia Civil que investigava o episódio foi finalizado em julho deste ano e concluiu que as chamas começaram por um defeito em um dos holofotes de iluminação do local.

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