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Gigantes de aço enfrentam monstros colossais

<em>Círculo de Fogo</em> tem clima de matinê do passado e tecnologia do futuro

Por Miguel Barbieri Jr. Atualizado em 5 dez 2016, 15h44 - Publicado em 9 ago 2013, 18h36

O diretor mexicano Guillermo del Toro tem no currículo, entre outros filmes, os vistosos O Labirinto do Fauno e os dois Hellboy. Círculo de Fogo é, sem dúvida, seu projeto de maior ambição.

A ficção científica possui cenas de arrasar o coração dos cinéfilos e dos nostálgicos, sobretudo nos momentos de ação nos quais cidades são destruídas pelos kaijus, criaturas das ficções de terror japonesas (tipo Godzilla) das décadas de 50 e 60. Mas há alguns deslizes no roteiro, costurado com personagens estereotipados (os cientistas nerds, o herói solitário, o rival valentão), e na concepção de algumas sequências que, em vez de empolgar, criam certa confusão devido ao excesso de elementos — em geral, elas se passam à noite e sob temporais incessantes.

Na trama ambientada num futuro indefinido, os gigantescos kaijus saem de uma fenda no fundo do Pacífico para dizimar lugares pelo mundo. O combate a eles se dá por meio dos jaegers (ou caçadores), robôs de estatura descomunal cujo controle é feito dentro da estrutura de aço por duplas. Raleigh (Charlie Hunnam) e Mako (Rinko Kikuchi) vão tentar unir forças para enfrentar as feras.

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