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Desaparecimento de caneta fecha exposição de Graciliano Ramos

Objeto original do escritor alagoano foi furtado quarta (17); mostra deve reabrir apenas no sábado

Por Laura Ming Atualizado em 5 dez 2016, 14h04 - Publicado em 18 set 2014, 14h09

Após o sumiço de uma caneta original de Graciliano Ramos (1892-1953), a exposição dedicada ao escritor alagoano foi fechada para adaptações. O objeto estava em uma instalação que reproduzia o escritório em que ele trabalhava. No espaço estavam algumas réplicas, como o terno que usava, junto com outras peças originais, como a cadeira, a caneta e o tinteiro.

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A falta da caneta foi percebida nessa quarta-feira (17) pela manhã, enquanto a produção fazia ajustes em textos da mostra Conversas de Graciliano Ramos. A organização acredita que o objeto foi furtado no mesmo dia, já que todas as peças originais são recolhidas pela noite e dispostas novamente antes da abertura do museu. A instalação era protegida por um tecido com grandes aberturas circulares, o que possibilitava a entrada no espaço. Agora o local deve receber uma proteção de acrílico e, por isso, só reabrirá no sábado.

“Estamos fazendo um apelo para que a caneta seja devolvida. Ela não tem valor comercial, apenas histórico”, afirma o diretor do MIS, André Sturm. “O objeto já não funciona mais e tem um valor histórico incalculável para o Brasil”, diz. 

A caneta pertencia ao Museu Casa Graciliano Ramos, que fica em Palmeira dos Índios (AL) e foi moradia do escritor. Desde 1973, abriga o acervo doado pela viúva de Graciliano, Heloisa Medeiros Ramos.

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