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Conheça os votantes que representam São Paulo e Brasil na seleção do Oscar

Integram a Academia atores, diretores e produtores que já tenham sido indicados ao prêmio ou recomendados por outros membros

Por Barbara Demerov Atualizado em 24 mar 2022, 16h27 - Publicado em 25 mar 2022, 06h00

A cerimônia do Oscar acontece neste domingo (27), e a Academia de Ciências e Artes Cinematográficas premiará pela 94ª vez os filmes de maior destaque na temporada. Mas, até chegar ao momento de abrir os envelopes, o caminho é longo e requer dedicação por parte da equipe que escolhe os vencedores. São cerca de 9 500 profissionais da indústria audiovisual que assistem a quase 200 filmes e votam em uma plataforma on-line com alto rigor de segurança.

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Uma vez indicados a algum prêmio no passado, diretores, atores, produtores e demais nomes qualificados têm direito de votar nos cinco preferidos em seu ramo de atuação. Após a divulgação dos finalistas, todos votam nas 23 categorias. Há, também, a possibilidade de se tornar filiado da Academia ao ser recomendado por dois membros. E, mesmo com apenas uma indicação para o Brasil neste ano (o diretor Pedro Kos, pelo curta Onde Eu Moro), o país estará presente. Entre os milhares de votantes, conheça seis nomes prestigiados que representam São Paulo e o Brasil participando ativamente da seleção, além dos importantes detalhes desse processo que já dura quase um século.

Andrea Barata Ribeiro

A produtora é uma das sócias-fundadoras da O2 Filmes ao lado de Fernando Meirelles e Paulo Morelli. A empresa atua há 31 anos no mercado audiovisual. Entre seus trabalhos na produção estão Ensaio sobre a Cegueira e Cidade de Deus, indicado a quatro categorias no Oscar.

Ana é uma mulher branca, magra de cabelos curtos e escuros e olhos também escuros. Ela posa para a foto com um sorriso e usa uma camisa preta e um colete felpudo bege.
Carlos Vechi/Divulgação

Andrea foi selecionada pela Academia em 2021 e esta edição marca sua primeira experiência como votante. “Assistir aos filmes é minha parte favorita. É uma oportunidade de conhecer obras do mundo inteiro que, talvez, numa situação normal, eu não assistiria.” Ela considera a cerimônia a mais importante para um filme. “Embora haja prêmios de prestígio como o Emmy e o Bafta, ganhar um Oscar, acredito, é um desejo da maioria dos profissionais.”

Daniel Rezende

O diretor e montador, que recentemente lançou o elogiado Turma da Mônica — Lições, é membro da Academia desde 2005, após ser indicado pela montagem de Cidade de Deus. Depois de a 93ª edição do Oscar ter tido a pior audiência da história, Rezende destaca que o momento atual é inédito. “É época de reinvenção, e a gente só muda quando novas vozes são ouvidas. Inclusive, é a primeira vez que vejo membros brasileiros se organizando, trocando ideias sobre como podemos usar a voz de quem representa nosso cinema lá fora, como utilizar isso a favor do próprio mercado. A comunicação melhorou. É importante que o mercado se una, troque informações com o resto do mundo, como já está acontecendo.”

Daniel é um homem branco, magro, de cabelos escuros e barba grisalha. Ele usa uma blusa preta de mangas compridas e posa com o rosto apoiado em uma das mãos.
Paulo Manzato Jr./Divulgação

Laís Bodanzky

Diretora de Bicho de Sete Cabeças, Laís celebra a presença de brasileiros na Academia. “Ver tantos dos nossos profissionais na Academia americana é um sinal de reconhecimento dos nossos talentos, da produção audiovisual brasileira. Coisa que, de uns anos para cá, o governo federal não reconhece. Não tem como esconder a cultura de um país. Eu aceitei o convite justamente pensando em como é essencial não ser apenas o público que consome produções americanas. É importante contribuir com a nossa opinião, já que há espaço para isso.” Laís ainda não teve indicações ao Oscar, mas foi convidada pela Academia em um momento de renovação da organização.

Laís é uma mulher branca, magra, de cabelos castanhos e curtos. Sorri para a foto, em que aparece do ombro para cima. Ela usa uma blusa azul e um colar de miçangas azul.
Divulgação/Divulgação
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Anna Muylaert

A cineasta de Que Horas Ela Volta? explica o processo de votação, do qual faz parte desde 2016: “Quando se inicia a pré-votação, a pessoa tem direito a votar em melhor filme e na categoria da sua área de atuação. Ou seja: diretor vota em melhor direção, montador em melhor montagem, e por aí vai. Na última fase, com os finalistas, a votação fica aberta por uma semana e o profissional pode avaliar todas as categorias”. Anna também ressalta que, mais do que representar o Brasil, está representando as mulheres. “A abertura do colegiado foi sobre gênero e raça. É algo histórico e corajoso.”

Anna é uma mulher branca, magra, de cabelos castanhos e cacheados. Ela posa para a foto, em que aparece do ombro para cima, e usa colares e um colete cinza de pelos.
Arquivo Pessoal/Divulgação

Fabiano Gullane

Sócio-proprietário da Gullane, produtora com mais de vinte anos de experiência no mercado, Fabiano produziu e coproduziu diversos títulos, como os filmes Que Horas Ela Volta?, Bingo — O Rei das Manhãs, Como Nossos Pais e a recente série Boca a Boca, da Netflix. “Participar da votação é uma grande honra. Todo esse processo conecta os realizadores brasileiros com o melhor que está sendo feito no Brasil e no mundo, e isso ajuda a abrir cada vez mais o caminho de construção e ampliação da potência da indústria audiovisual brasileira”, reflete.

Fabiano é um homem branco, de cabelos escuros e barba grisalha. Ele usa um terno e posa sentado com as mãos unidas na frente do corpo para a foto.
Divulgação/Divulgação

Rodrigo Teixeira 

Apesar de ter nascido no Rio, o produtor de Me Chame pelo Seu Nome e A Vida Invisível foi criado em São Paulo. Teixeira é fundador da produtora paulistana RT Features e aponta novos rumos positivos na Academia. “Parasita venceu como melhor filme em 2020. Já existe uma mudança de paradigma. As indicações de Drive My Car neste ano e a presença maciça de diretoras consideradas ao Oscar são um encaminhamento da nova política. Mulheres estão votando mais, assim como jovens. Isso traz mais diversidade e os filmes selecionados têm mais a cara do que vivemos hoje.”

Rodrigo é um homem branco, de barba e cabelos escuros. Ele usa óculos e uma blusa cinza.
Wladimir Fontes/Divulgação

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Publicado em VEJA São Paulo de 30 de março de 2022, edição nº 2782

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