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Cine Belas Artes corre risco de fechar em dois meses

Complexo de cinemas perdeu patrocínio da Caixa Econômico Federal

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 26 fev 2019, 10h49 - Publicado em 26 fev 2019, 10h48

O drama de um dos cinemas mais tradicionais da cidade deve recomeçar a partir da quinta (28). Com a retirada do patrocínio da Caixa Econômica Federal, o atual Caixa Belas Artes voltará a ser chamado apenas de Cine Belas Artes até o fim dessa semana. Um novo financiador terá que aparecer nos próximos dois meses para que o complexo de seis salas, inaugurado em 1967, não feche novamente as portas. O aluguel custa em torno de R$ 2 milhões ao ano e não consegue ser mantido apenas com a renda da bilheteria.

Rebatizado como Caixa, o Belas Artes foi reaberto em 2014, depois de ficar três anos fechado e gerar uma mobilização que envolveu artistas, políticos e a sociedade civil batizada de Movimento Cine Belas Artes. Com uma programação diferenciada, o Belas Artes a atravessou as décadas de 70 e 80 como a principal referência na cidade para quem procurava filmes de qualidade e fora do grande circuito comercial. Com a propagação das salas de shopping, viu seu público diminuir, mas não perdeu os atrativos. Mostras de clássicos das filmografias de Cacá Diegues, Grande Otelo e Andrei Tarkovski tiveram boa repercussão de público.

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