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“Ela me chama de amor”: a fórmula do sucesso dos meninos da AL9

Dupla de irmãos da Grande São Paulo se destaca no rock iê-iê-iê

Por Guilherme Queiroz
8 dez 2023, 06h00

Os longos cabelos e as camisas com estampas extravagantes podem levar o espectador a pensar que a dupla que bate palmas e repete um refrão de cinco palavras incessantemente na tela do celular talvez esteja um pouco descolada do momento. Matheus, 25, e Thiago Khouri, 23, apesar de exalarem a estética de décadas passadas, encontraram no que existe de mais contemporâneo a receita para colocar em alta um estilo musical que não encontra há algum tempo novas figuras: o rock iê-iê-iê.

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Os irmãos, de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, formam a banda AL9 e tocaram em bares de música independente da capital paulista, parques e até postos de gasolina antes de viralizarem. Eles juntam acordes desde a infância e, em 2017, começaram a postar covers de Beatles e Elvis Presley até lançarem as primeiras autorais, em 2018.

Em 2022, veio o salto com uma estratégia de divulgação trabalhosa e, ao mesmo tempo, simples. “Martelamos a nossa música na cabeça das pessoas”, explica Thiago. As postagens são frequentes — ao menos, seis por dia. “Começamos a participar de trends, como vídeos substituindo o refrão da nossa música Ela Me Ligou pelo nome que alguém sugere nos comentários (Mariana me ligou, eu acho que é amor…)”, conta Matheus. No TikTok, onde hoje eles juntam quase 1 milhão de seguidores, são dezenas de vídeos da mesma canção. A dupla fechou 2022 com postagens que passaram de 12 milhões de visualizações. “Nos inspiramos no Luan Pereira (cantor sertanejo). Ele lançava uma música e fazia oito vídeos por dia com a mesma canção”, lembra Thiago.

Em agosto de 2023, veio o álbum Amor É a Lei. Entre as composições, o maior hit, Chama de Amor, repetido incessantemente em vídeos em que os irmãos batem palmas enquanto cantam o refrão. O som chegou aos ouvidos do DJ Steve Aoki, que apresentou um remix da música no Tomorrowland Brasil, em outubro, com os irmãos no palco.

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Nos últimos meses foram os primeiros shows-solo na capital e no interior. Os dois começam a ver o retorno financeiro, com cachês que chegam, por enquanto, a 20 000 reais. “A galera do sertanejo, funk e trap está apoiando mais a gente do que o pessoal do rock nacional”, diz Thiago. “É curioso ver que a nossa primeira parceria foi com alguém do eletrônico”, conta Matheus. “Queremos concretizar o nosso público. Usamos o TikTok para divulgar nossas músicas, mas não somos tiktokers”, afirma Matheus. No dia 21 de janeiro, eles tocam no Teatro Gazeta, na Avenida Paulista.

Publicado em VEJA São Paulo de 8 de dezembro de 2023, edição nº 2871

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