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Cliente reclama do Rappi após roubo de celular e compra de 3000 reais

A pesquisadora Luciana Minami fez textão contando a dificuldade que teve para resolver problemas com o app de entrega após o crime

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 17 Maio 2019, 17h19 - Publicado em 17 Maio 2019, 17h18

Após roubarem seu celular na semana passada, a pesquisadora Luciana Minami, de 39 anos, relata ter passado por uma saga com o Rappi, plataforma de entregas, na tentativa de cancelar as compras feitas pelo bandido por meio do aplicativo instalado no aparelho.

Em um relato publicado no Facebook nesta quinta (16), ela conta que, em meia hora, o criminoso realizou duas operações: uma de 279 reais e outra de mais de 3 000 reais. Além disso, ele teria feito outros dois pedidos de retirada de dinheiro.

“O meu susto foi quando eu entrei na minha página do Rappi e vi que o ladrão estava conversando com a shopper no chat do app, liberando endereço, confirmando meu CPF e escolhendo modelos de celulares”, afirma Luciana. “Sem escolha, tentei teclar e interromper aquela compra de alguma forma.”

No texto, a pesquisadora aponta falhas do aplicativo em alguns pontos. No primeiro, critica o fato de duas pessoas conseguirem acessar a mesma conta do Rappi por aparelhos diferentes.

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“Isso aconteceu e eu discuti com o ladrão no chat, enquanto a shopper claramente estava confusa e decidiu (sabiamente) cancelar a compra com a central. Em cada um dos pedidos, eu tive que fazer uma cena esquizofrênica de mim mesma avisando o shopper do roubo, para que ele ou ela não aceitasse”, relata. “Esse processo foi extremamente estressante e desgastante. Sem contar a inconsequência de ter falado com o cara.”

Relato sobre o Rappi:Umas semanas atrás fui roubada e levaram meu celular. Não foi legal, foi um baita susto. Do tempo…

Posted by Luciana Minami on Thursday, May 16, 2019

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Em seguida, Luciana manifestou indignação por não ter consigo encontrar um telefone por meio do qual pudesse pedir ajuda. No fim das contas, diz ter conseguido cancelar os pedidos, menos o de 279 reais. Ela chegou a acionar o Rappi, mas, segundo ela, a empresa não respondeu até agora.

Em nota, o Rappi informa que “conta com os melhores padrões internacionais de verificação de fraude”. A empresa lamentou o que aconteceu com Luciana e recomenda que, em caso de roubo de celulares, os usuários cancelem o cartão de crédito cadastrado na plataforma para evitar compras. “Nesses casos, é importante também avisar o suporte da Rappi por meio do site que o aparelho foi roubado e solicitar o bloqueio”, diz o texto.

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