Vinho da semana: Manzanilla La Guita
Se você gosta de tintos, rosados e brancos e seu negócio é permanecer nesta zona de conforto esqueça esta recomendação, ok? Agora, se chegou a esta segunda frase e está disposto a se aventurar por um vinho completamente diferente dos demais, bem vindo ao mundo de Jerez. Este vinho branco fortificado e (muito) seco é […]
Se você gosta de tintos, rosados e brancos e seu negócio é permanecer nesta zona de conforto esqueça esta recomendação, ok? Agora, se chegou a esta segunda frase e está disposto a se aventurar por um vinho completamente diferente dos demais, bem vindo ao mundo de Jerez.
Este vinho branco fortificado e (muito) seco é produzido somente nesta região específica da Andaluzia, em um triângulo formado pelas cidades de Jerez de la Frontera, Sanlúcar de Barrameda e El Puerto de Santa María. Diferentemente de regiões onde uma série de castas resultam em vinhos parecidos, em Jerez apenas uma variedade principal, a Palomino Fino, produz vinhos com características bem diferentes. No caso desta Manzanilla La Guita (R$ 89,00 a garrafa de 750 ml ou R$ 52,00 a garrafa de 375 ml, na Zahil, o vinho amadurece exclusivamente nas vinícolas da cidade de Sanlúcar de Barrameda (mais próximo ao mar). Este vinhos não são safrados pois costumam ser o resultado da mescla de diferentes safras, onde os vinhos mais antigos ajudam na elegância e complexidade, enquanto os vinhos jovens aportam força e frescor.
Não espere encontrar notas frutadas, como nos tintos ou brancos, a Manzanilla deve ser salgada (sim, tanto nos aromas quanto na boca), com notas de flores, azeitona verde, fermento cru e amêndoas. Estranho, não? Como Eduardo Ojeda (com quem estive em 2012), diretor da Bodega La Guita, me disse: “Antes dos Estados Unidos começar a inundar o mundo com seus vinhos blockbuster, bombas de frutas, este (jerez) era o estilo de vinho que o mundo admirava e bebia. Estranho são estes vinhos excessivamente frutados!”.
Antes de me apaixonar pelos jereces tinha aquela impressão de um vinho adocicado, bebido por senhorinhas inglesas, algo rústico e enjoativo. A imagem não é tão falsa, pois até a década de 90 este era o estilo de Jerez que dominava o mercado. Para nossa felicidade este jogo começou a virar quando alguns aficionados por vinhos “redescobriram” alguns raros jereces secos que ainda eram comercializados e que por falta de mercado eram vendidos a preços bastante atrativos. O boca a boca funcionou e os jereces secos estão ganhando espaço com preços ainda atrativos.
Uma grande vantagem da Manzanilla La Guita é sua versatilidade à mesa. Além de ser facilmente bebida sozinha (em temperatura de vinho branco), funciona bem com uma série de pratos, como pescados, saladas, tapas variadas, presunto cru e frutas secas. Mais importante ainda, quase todos os ingredientes que não combinam com vinhos “normais”, encontram nesta Manzanilla um bom parceiro. Exemplos: aspargos, alcachofra, ovo, azeitona e peixes gordurosos. É o meu vinho para fechar o ano e começar 2014, afinal, a garrafa se mantém em forma até uma semana depois de aberta.
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