The Town 2025: confira como foi a estreia com Lauryn Hill e Travis Scott
Abertura lotada trouxe apresentações marcantes, participação surpresa e muitos sinalizadores na plateia; Tasha & Tracie e Matuê estão entre os destaques
A largada do The Town 2025 foi dada neste sábado (6), no Autódromo de Interlagos, com ingressos esgotados e 100 000 pessoas na plateia, segundo a organização do festival.
O tempo não ajudou, mas também não atrapalhou muito, com céu nublado e alguns chuviscos, e um ponto positivo foi a ausência de lama. A parte mais sujeita a barro em outros eventos como o Lollapalooza Brasil, em cima do palco The One, foi preenchida com pedras em cima da grama, o que impediu a formação daquelas poças intransitáveis.
A nova disposição dos palcos, reajustada após uma 1a edição de muito congestionamento entre os palcos principais, funcionou bem. A troca do espaço apertado por uma caminhada mais longa entre os palcos The One e Skyline foi um acerto.
Como foram os shows do 1o dia de The Town 2025?
O dia de estreia da 2a edição do festival foi enérgico. Não poderia ser diferente, com uma programação dedicada principalmente ao rap e ao trap.
Entre os brasileiros, Matuê fez o melhor show do dia, e reuniu uma multidão no palco The One. Uma boa setlist e som limpo, com a entrada da sua banda a partir da metade da apresentação, elevou em muito a qualidade em comparação ao show anterior naquele mesmo palco, do MC Cabelinho — o artista carioca contagiou a galera, apesar das batidas estouradas e falta de fluidez entre as músicas.
Tasha & Tracie não ficam muito atrás. Foi um showzaço no estreante palco Quebrada, que casou perfeitamente com a narrativa desse novo espaço, com cenografia inspirada em comunidades periféricas e números de dança entre as atrações. As irmãs paulistanas arrasaram com hits como Willy e faixas mais recentes, como Mulher Maravilha, lançada com Ariel Donato e Jorge Vercillo.
As estrelas internacionais não desanimaram. Don Toliver levou a multidão jovem à loucura no palco principal, em um show que até precisou ser interrompido brevemente por questões de segurança. E, claro, Travis Scott, o mais esperado da noite, também fez uma boa apresentação de encerramento, apesar da duração mais curta e do fim súbito, sem despedida. Em todos os shows de rap, com mais intensidade neste último, foram vistos sinalizadores acesos na multidão, apesar de ser um item proibido pela organização.
O melhor show do 1o dia de The Town foi de Lauryn Hill. A cantora americana, ícone do R&B, dividiu o palco com seus filhos Zion e YG Marley e ainda trouxe Wyclef Jean, parceiro na banda Fugees, como participação surpresa. Para uma plateia que merecia mais pessoas, a artista mostrou a razão pela qual, apesar de longe dos holofotes e lançamentos há mais de duas décadas, sua presença ainda é tão viva: seu talento como rapper e cantora segue brilhante, e seus sucessos atravessaram gerações.
O atraso de cerca de 15 minutos — preenchido por um set da sua DJ com algumas faixas de Rael e Gilberto Gil —, e o trecho um pouco longo demais reservado para músicas novas ou inéditas dos seus filhos Zion e YG Marley, deixando alguns hits da matriarca de fora, como Doo Wop (That Thing), foram pontos negativos. Mas a potência da família, a qualidade da banda, a participação surpresa de Wyclef Jean e o carinho de Lauryn com o público superaram qualquer frustração.
A maneira como Lauryn decidiu encerrar a sua participação no festival foi a cereja do bolo. Após o fim do show, ela desceu do palco e passou bons minutos atendendo o público que estava na grade do palco The One. Ela tirou fotos e conversou com os fãs um por um, coisa raríssima de ver em festivais desse tamanho.
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