Uma Hebe genuína em forma de musical
O espetáculo, dirigido por Miguel Falabella, traz a alegria contagiante da apresentadora, mas não minimiza dramas pessoais
Na inesgotável fábrica de musicais, muitas vezes espetáculos biográficos, por adequação de mercado, deixam de dialogar com a essência dos personagens. Escrito por Artur Xexéo e dirigido por Miguel Falabella, Hebe, o Musical traz de forma genuína a personalidade da apresentadora de televisão.
A alegria contagiante da estrela não minimiza seu lado humano, com dramas pessoais, fases de melancolia e perrengues pouco divulgados. Carol Costa e, principalmente, Débora Reis, intérpretes de Hebe Camargo na adolescência e na vida adulta, respectivamente, sublinham essas nuances. Como não são rostos conhecidos, elas estabelecem empatia com o público e conseguem uma imediata associação com a imagem da artista.
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A dramaturgia informa detalhes da vida de Hebe sem apelar para cenas supérfluas. O recurso usado, de um programa de perguntas e respostas dentro do espetáculo, é eficiente para pontuar dados biográficos. Outro aspecto criativo é a encenação, que abre a peça com iluminação, maquiagem e figurinos brancos, pretos e cinza e, com o surgimento da TV, vai aos poucos colorindo as imagens.
Entre os números musicais, destacam-se a dramaticidade de Esquecendo Você, de Tom Jobim, com Débora e Frederico Reuter, e a leveza de Beija-me, de Roberto Martins e Mário Rossi, que atravessa a montagem. Também surpreendem o ator Guilherme Magon, na pele de Décio Capuano, o primeiro marido de Hebe, e as atrizes Renata Ricci e Renata Brás, como as amigas Lolita Rodrigues e Nair Bello (150min). 12 anos. Estreou em 12/10/2017.
+ Teatro Procópio Ferreira. Rua Augusta, 2823, Jardim Paulista. Quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 18h. R$ 50,00 a R$ 180,00. IR.
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