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Por Raul Juste Lores
Redator-chefe de Veja São Paulo, é autor do livro "São Paulo nas Alturas", sobre a Pauliceia dos anos 50. Ex-correspondente em Pequim, Nova York, Washington e Buenos Aires, escreve sobre urbanismo e arquitetura
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Bem preservados, palacetes resistem ao caos da 25 de Março

Símbolos da Belle Époque paulistana, as construções foram erguidas pelo esforço de imigrantes como Rizkallah Jorge Tahan e Manoel de Barros Loureiro

Por Raul Justes Lores
Atualizado em 5 fev 2020, 13h49 - Publicado em 31 ago 2018, 06h00

Ignore a sujeira acumulada, a bagunça nas calçadas e o incompreensível trânsito de veículos nas estreitas ruas do Grande Bazar paulistano. Olhando para cima, é possível surpreender-se com a beleza arquitetônica do início do século XX que ainda resta na 25 de Março. O sírio de origem armênia Rizkallah Jorge Tahan, nascido em Alepo, fez fortuna como dono da Casa da Boia, na Rua Florêncio de Abreu, comercializando material hidráulico em uma cidade que implorava por saneamento contra a febre amarela. Apaixonado por arquitetura, ele se esmerou no art nouveau da loja e construiu os palacetes Paraízo e São Jorge em estilo eclético, para abrigar familiares e patrícios que vinham para São Paulo.

Outro imigrante, o português Manoel de Barros Loureiro, vendia aviamentos, tecidos e roupas importadas, e construiu o palacete abaixo. As duas famílias, de sírios e portugueses, acabaram se mudando depois para o olimpo social da época e se instalaram em casarões da Avenida Paulista.

Confira mais fotos abaixo:

O palacete Barros Loureiro na Florêncio de Abreu (Raul Justes Lores/Veja SP)
O Palacete Paraízo (Raul Justes Lores/Veja SP)
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