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Linn da Quebrada no BBB22: qual a diferença entre trans e travesti?

Cantora se identifica como travesti e não como mulher trans

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 20 jan 2022, 19h22 - Publicado em 20 jan 2022, 19h19

Linn da Quebrada, participante do BBB22, entrou na casa mais vigiada do Brasil nesta quinta (20) e gerou na internet o debate sobre os termos mulher trans e travesti. A atriz e cantora já afirmou que se identifica como travesti, e não como mulher trans. Mas qual é a diferença entre os termos?

A psicóloga especializada em sexualidade e co-fundadora do Instituto de Psicologia e Sexologia Essência Rara (IPSER), Priscila Junqueira, explica que, segundo a definição aceita pela comunidade LGBTQIA+, mulher trans é uma identidade feminina que está dentro da binariedade de gênero, ou seja, as classificações homem e mulher.

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Já travesti é um termo que está no espectro feminino, mas tem identidade própria de gênero. Ou seja, a pessoa não necessariamente se identifica como uma mulher, mesmo que pareça feminina (lembrando que ambos os termos se referem à identidade de gênero – que, segundo a especialista, é sempre autodeclarada – e não definem a orientação sexual do indivíduo).

A própria Linn da Quebrada, em discurso de apresentação, ressaltou: “Não sou homem nem mulher, sou travesti”.

A palavra travesti ainda carrega uma conotação pejorativa, frequentemente relacionada com marginalização ou prostituição. Muitas travestis adotam o termo para ressignificá-lo e como forma de ativismo político.

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“Para mim, é muito chique dizer que sou travesti, justamente porque carrega diversos sentidos históricos. A palavra travesti foi designada à margem e diz respeito a uma identidade muito brasileira, muito latinoamericana, e agora está sendo ressignificada de forma belíssima. Tenho muito respeito por essa palavra, porque, para mim, significa que tomei o bastião da liberdade em relação ao meu corpo, à minha estética e até aos meus hormônios. É uma palavra que carrega uma força simbólica fundamental para nós”, afirmou Linn em maio do ano passado em entrevista ao UOL.

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“Travesti é o termo pelo qual as existências trans começaram a ganhar visibilidade no Brasil. Foi através desse nome que começou a nossa organização política também, a militância: ASTRAL, Associação de Travestis e Liberados (fundada em 1992). Então, ver hoje esse termo sendo jogado pra escanteio e as pessoas o tratando como ofensa ou pejorativo é algo inaceitável. Eu reivindico essa palavra pela história que ela tem, pela sua força política, e também para fazer com que a sociedade ao meu redor vá se acostumando com ela”, explica a escritora, ativista e travesti, Amara Moira.

Amara também relembra a apresentação da primeira participante trans do programa, Ariadna (BBB11). Na época, Ariadna não divulgou a transexualidade antes de entrar na casa, o que fez com que os espectadores apostassem na possibilidade de algum integrante daquela edição “perceber” que a moça não é cisgênero (pessoa que se identifica com o sexo atribuído no momento do nascimento). “Parece que é obrigatório da nossa parte dizer que somos trans, sendo que nenhuma pessoa cis é cobrada de nada parecido”, afirma.

Amara Moira (Foto: Divulgação/ Cintia Antunes)

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