Avatar do usuário logado
Usuário
Imagem Blog

Pop! Pop! Pop!

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Cultura pop, TV e o que repercute nas redes sociais

“Estou a ponto de jogar a toalha”, diz Gusttavo Lima; entenda a polêmica

O sertanejo foi alvo de críticas e levantou investigações do poder público sobre cachês de shows em cidades do interior

Por 31 Maio 2022, 16h45 | Atualizado em 31 Maio 2022, 16h47
Imagem mostra Gusttavo Lima com microfone na mão, em palco, durante show
"É triste ser tratado como um criminoso", disse o cantor durante live. (Reprodução Instagram/Divulgação)
Continua após publicidade
“Estou a ponto de jogar a toalha”, diz Gusttavo Lima; entenda a polêmica Priorizar nos meus resultados Google

“É triste ser tratado como criminoso, como um bandido”, disse o cantor sertanejo Gusttavo Lima, durante desabafo em live no seu Instagram na noite desta segunda-feira (30). Este foi o primeiro pronunciamento do cantor desde que sua contratação para um show na cidade de Conceição do Mato Dentro, interior de Minas Gerais, por mais de R$ 1 milhão, foi cancelada pela prefeitura no sábado (28).

+ Jessie J fará show único em São Paulo em setembro; veja valores

Além do valor milionário, o que chamou a atenção foi que a verba utilizada, proveniente da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), só poderia ser usada em saúde, educação e infraestrutura. E este não é um caso isolado. O Ministério Público de Roraima já abriu uma investigação sobre a contratação do cantor pela prefeitura de São Luiz, o menor município do estado, por R$ 800 mil.

“Todos os artistas fazem show de prefeitura. É sobre valorizar a nossa arte, é a nossa única coisa que temos para vender. Ganhamos dinheiro e pagamos nossas contas com isso. São mais de 500 funcionários que dependem de nós”, disse o sertanejo. “Estou sofrendo perseguições na minha vida pessoal e profissional. Estou cansado, estou a ponto de jogar a toalha”, disse, chorando, ao final do vídeo.

Continua após a publicidade

Toda a polêmica nasceu de uma fala do sertanejo Zé Neto, da dupla Zé Neto & Cristiano, que, durante show no Mato Grosso, alfinetou a cantora Anitta, dizendo que a dupla “não depende de Lei Rouanet” e “não precisa fazer tatuagem no toba para mostrar se a gente está bem ou não”. A resposta veio das redes: a dupla começou a ser criticada por atacar a Lei Rouanet mas fazer shows com verbas de prefeituras. Entre os cachês que viralizaram, os maiores valores eram de Gusttavo Lima.

Em nota, a assessoria do cantor afirmou que “não cabe ao artista fiscalizar as contas públicas para saber qual a dotação orçamentária que o chefe do executivo está utilizando para custear a contratação” e que “o valor do cachê do artista é fixado obedecendo critérios internos, baseados no cenário nacional, tais como: logística (transporte aéreo, transporte rodoviário, etc.), tipo do evento (show privado ou público), bem como os custos e despesas operacionais da empresa para realização do show artístico, dentre outros fatores”.

O caso em Minas Gerais envolvia a 30ª Cavalgada do Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, festividade local. Ao todo foram R$ 2.340.000 em shows contratados pela Secretaria Municipal de Turismo, com nomes como Bruno e Marrone (R$ 520 mil), Israel e Rodolffo (R$ 310 mil), Di Paulo & Paulino (R$ 120 mil) e João Carneiro (R$ 100 mil) .

Continua após a publicidade

“Infelizmente essa festa em Conceição do Mato Dentro foi envolvida numa guerra político-partidária que não tem nada a ver conosco. Vamos ter que adiar a vinda do embaixador (Gusttavo Lima) por questões eleitorais”, comunicou o prefeito José Fernando Aparecido de Oliveira (MDB) ao anunciar o cancelamento do show de Gusttavo Lima e da dupla Bruno e Marrone, os cachês mais caros do evento.

Sobre o uso da verba do CFEM, a prefeitura afirmou em nota que “não há restrição para uso dos recursos da CFEM em ações, projetos e eventos que tragam melhoria para a qualidade de vida dos moradores locais, seja ele investido em estruturas como moradias, infraestrutura pública, saneamento básico, etc. ou investido para o desenvolvimento econômico da cidade”. Um pedido de investigação foi feito ao Ministério Público de Minas Gerais.

Continua após a publicidade

Um terceiro show do cantor, este em Magé (RJ), também chamou a atenção pelo valor milionário. A contratação foi feita no último dia 25 para a festa de aniversário da cidade, no dia 8 de junho, com o valor de R$ 1.004.000,00. Segundo o UOL, o Ministério Público do Rio de Janeiro recebeu denúncias e irá investigar.

  +Assine a Vejinha a partir de 12,90.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês