Clique e Assine a partir de R$ 12,90/mês
Randômicas Por Juliene Moretti Tudo sobre música, clipes, entrevistas e novidades dos shows.

Alírio Netto, o Freddie Mercury brasileiro na banda tributo do Queen

Vocalista da banda que se apresenta quinta (30) reconhece o desafio: "Cada um que canta Freddie Mercury vai ser xingado só porque ousou tentar"

Por Juliene Moretti Atualizado em 28 Maio 2019, 12h58 - Publicado em 28 Maio 2019, 12h56

Se todo mundo tem em sua trilha sonora pessoal alguma faixa do Queen, o cantor Alírio Netto tem praticamente todas. Parte do grupo tributo oficial Queen Extravaganza, produzido por Brian May e Roger Taylor, com qual já fez mais de cinquenta shows, o artista vem trabalhando com a banda há mais tempo. “Participei do musical We Will Rock You e depois recebi o convite para fazer parte do projeto”, diz. Com apresentação do grupo marcada para quinta-feira (30), no Espaço das Américas, ele falou com o Blog Randômicas sobre a experiência com o projeto.

VEJA SÃO PAULO: Como rolou o convite para participar do tributo?
Alírio Netto: O Brian May e o Roger Taylor me conheceram pelo We Will Rock You,  um musical oficial produzido por eles. Eu fazia o Galileu e a minha mulher, Livia, era a Scaramouche, o par romântico. Eles precisavam de um vocalista para entrar neste outro projeto que é o Queen Extravaganza, um tributo à banda – eles não gostam de falar banda cover. Enviaram um e-mail perguntando se eu topava e me chamaram para ir a um show em Londres para conversar. Estava em lua-de-mel por lá e acertamos os mais de cinquenta shows pelos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.

VSP: Como foi começar o trabalho com mais contato com eles?
O ensaio aconteceu por apenas uma semana em Las Vegas, às vésperas da estreia, em sembro passado. É de um profissionalismo diferente: todo mundo chegou ali já sabendo todas as músicas, partituras, dever de casa feito. A ideia do ensaio era para os músicos se conhecerem e acertarmos alguns detalhes. Ensaiamos em um lugar gigante, simulando mesmo os shows da turnê. O May e o Taylor queriam passar algumas diretrizes, quais eram as músicas que poderíamos ter mais liberdade e outras que deveriam ficar o mais próximo possível do original.

Louis Goldman

VSP: Quais eram as músicas que precisavam ficar iguais às originais?
Freddie Mercury é incrível e jamais eu seria igual. Ouvindo as gravações originais, pensei: “Está louco? Para chegar naquele nível…”. O cara era gênio. The Show Must Go On era uma das músicas que todo mundo tinha que chegar perto dos originais, porque o Freddie  nunca tinha cantado ao vivo. We Are the Champions, por exemplo, eu já tinha mais liberdade.

Continua após a publicidade

VSP: Qual era a sua relação com a obra do Queen?
Eu tenho seis discos de rock lançados, não só do metal. Eu tive um treinamento calcado na música erudita, mas sempre fui roqueiro e o Queen sempre esteve lá para mim. Eu entrei no musical com as audições e me aproximou ainda mais com a banda. Eles tinham contato com a gente por email. A primeira vez que eu recebi um email com recomendações do Brian May, eu chorei muito. Era sobre uma cena de amor com a música Who Once Live Forever, e ele contou que tinha escrito para a ex-mulher, quando eles estavam se divorciando. Foi lindo. Além disso, conheci a minha mulher, a Livia, no musical. Pedi ela em casamento no palco no fim de uma das apresentações. Foi bem emocionante.

VSP: Como é ter o May e o Taylor como chefes?
Foi engraçado porque às vezes a gente observava eles no fundo e via que, por de trás dos dois senhores, tinham dois moleques se divertindo, se sacanaeando entre eles. Era engraçado vê-los curtindo o show. Ter os caras como chefe é f*. Eles apoiam muito. E estão longe de ser linha-dura porque eles não precisam ser. Eles nunca se posicionam como chefes. Todo mundo ali sabe o que tem que ser feito. E obviamente, tem uma equipe toda por trás dando apoio. Eles fazem de tudo para que a gente se sinta confortável porque a exigência é grande.

VSP: Como sentiu a responsabilidade?
É um produto deles e eles cuidam muito. Não tem jeitinho e eles fazem de tudo para que a gente, como artista, execute o nosso trabalho da melhor maneira possível. São mais de vinte pessoas na equipe. A gente teve um chef numa boa parte da turnê. Imagina comer em um lugar e você passa mal, o show não acontece. Então, tinha uma estrutura para você estar apto a exercer a atividade que eles esperam. É um trabalho de alta performance. Cada um que canta Freddie Mercury vai ser xingado só porque ousou tentar.

VSP: Como se prepara para cantar?
É uma preparação quase como de um atleta. Me tranco no quarto, cuido da cabeça e cuido do corpo, para que eu chegue 100%. Abriram as cortinas, eu estou moendo, morro atirando. Passo as músicas todos os dias, toco piano, violão. Adequo para os músculos, entro em dieta específica. São 26 músicas e o trabalho é intenso, são duas horas e meia no palco.

VSP: Um momento que você gostou?
Teve um episódio muito bacana. Eu passei meu aniversário [28 de outubro] no palco. E o batera da banda, Tyler Warren, que toca também com eles e com o Adam Lambert, fez todo mundo cantar parabéns. Eu fiquei emocionado. Estávamos na Inglaterra. Foram várias coisas legais.

Espaço das Américas. Rua Tagipuru, 795, Barra Funda. Quinta (30), às 22h. R$ 240,00 a 380,00.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Para entender e curtir o melhor de SP, Veja São Paulo. Assine e continue lendo.

Impressa + Digital

Plano completo da VejaSP! Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Acesso ilimitado ao Site da VejaSP, diariamente atualizado.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

Receba semanalmente VejaSP impressa mais acesso imediato às edições digitais no App Veja, para celular e tablet.

a partir de R$ 19,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Acesso ilimitado ao Site da VejaSP, diariamente atualizado.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

Edições da VejaSP liberadas no App Veja de maneira imediata

a partir de R$ 12,90/mês