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Cine Bijou deve reabrir as portas na Praça Roosevelt em dois meses

Os produtores teatrais Ivam Cabral e Rodolfo Vázquez têm a missão de resgatar uma das salas mais tradicionais dos anos 60 e 70

Por Guilherme Queiroz
Atualizado em 12 abr 2019, 06h00 - Publicado em 12 abr 2019, 06h00

Fechado há mais de duas décadas, o Cine Bijou deve voltar a funcionar em breve. Seu endereço, no número 172 da Praça roosevelt, no centro, era ocupado até janeiro pelo Teatro do ator, que fechou as portas. Durante algumas semanas, surgiram rumores de que o local poderia passar a abrigar uma igreja ou um bar. Os produtores teatrais Ivam Cabral e Rodolfo Vázquez, fundadores da companhia Os Satyros, vizinha na Roosevelt, decidiram intervir e reabrir o cinema. Para isso, terão não só o desafio de arcar com o aluguel mensal de 6 800 reais, mas também o de reconduzir o antigo espaço a seus dias de glória.

Inaugurado em junho de 1962, o Cine Bijou tornou-se rapidamente uma das salas mais célebres da cidade, tanto por exibir filmes de vanguarda como por reunir personalidades contrárias à ditadura militar instaurada no país em 1964. Além de exibir produções de cineastas premiados, como o sueco Ingmar Bergman e o americano Stanley Kubrick, o local levava películas com assuntos espinhosos para os anos de chumbo, como o filme Os Companheiros (1963), de Mario Monicelli, e Mimi, o Metalúrgico (1972), de Lina Wertmüller, que abordam o movimento sindicalista.

Inicialmente instalado em apenas uma sala, em 1972 o Bijou ganhou mais poltronas e um segundo ambiente. A decadência veio na esteira do processo de degradação do centro da cidade, até o fechamento, em 1996. Em 2017, o cineasta argentino roberto Fernandez tentou reviver a iniciativa com a realização de algumas sessões, mas não passou disso. O novo Bijou tentará. Reconstituir a fachada que o estabelecimento tinha na década de 70 e também manter as poltronas e a tela originais. A programação contará com a ajuda do Cine Belas artes, com a exibição de clássicos e a realização de mostras temáticas.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 17 de abril de 2019, edição nº 2630.

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