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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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‘O Filho de Mil Homens’ transborda poesia com Rodrigo Santoro em destaque

Adaptação do livro de Valter Hugo Mãe tem direção magnífica de Daniel Rezende e está disponível na Netflix

Por Mattheus Goto
27 nov 2025, 15h32
Continuação de legado: sonho de Crisóstomo (Santoro) de ter um filho
Continuação de legado: sonho de Crisóstomo (Santoro) de ter um filho (Netflix/Divulgação)
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A fluidez e a subjetividade de Valter Hugo Mãe são difíceis de se mimetizar em outro formato além de um livro. Há tempo para reflexões profundas ao ler cada palavra.

Daniel Rezende fez um magnífico trabalho, elogiado pelo próprio escritor, em O Filho de Mil Homens, disponível na Netflix. O diretor soube transformar o enredo em uma história mais concreta e contínua, sem renunciar à presença da poesia da tela.

Rodrigo Santoro cria com delicadeza, entre gritos e silêncios, o personagem de Crisóstomo, pescador introspectivo que vive sozinho e percebe que quer ter um filho. Por passar tanto tempo só, deseja trocar afeto e pensa sobre o que está deixando para o planeta. O isolamento social contribui para uma visão mais pura e ingênua da sociedade.

Quando seu caminho cruza com o de Camilo (Miguel Martines), um menino órfão de 12 anos, a vida começa a mudar. Em paralelo, conhecemos a história de Isaura (Rebeca Jamir) e Antonino (Johnny Massaro), que se casam de maneira forçada por ordens das mães.

Eles vão parar na casa de Crisóstomo, são acolhidos e encaram diretamente batalhas internas e externas. Há um quê de realismo fantástico, com cenas contemplativas cheias de luzes simbólicas. Além das excelentes escolhas de tom, o diretor conduziu muito bem o elenco maravilhoso.

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Vale destacar também Grace Passô, magnífica no papel de Maria, mãe de Isaura.

É uma ode à extraordinária literatura do escritor, aos antepassados, às famílias escolhidas, aos deslocados e ao singelo amor que existe em cada um de nós. “O que mais mexeu comigo foi a importância dos temas que são discutidos na obra, para a saúde das relações humanas, a empatia e a força da ancestralidade”, diz Santoro, em depoimento exclusivo enviado a Vejinha. “O livro faz um mergulho nas humanidades, nas diferenças. O filme traz esse convite a reflexões profundas para o espectador.”

Publicado em VEJA São Paulo de 28 de novembro de 2025, edição nº 2972.

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