‘O Bom Professor’ narra com cautela caso de docente acusado de assédio
História de homem gay mal interpretado por alunos gera reflexões sobre ambiente complexo da sala de aula

O cinema tem feito estudos interessantes sobre o ambiente escolar nos últimos anos. Depois do ótimo A Sala dos Professores (2023), do alemão Ilker Çatak, é a vez de O Bom Professor, do diretor e roteirista francês Teddy Lussi-Modeste.
O filme acompanha o professor Julien (François Civil), um homem gay que se esforça para ser competente e justo com os alunos. A tímida Leslie (Toscane Duquesne) é um dos pontos de atenção, por se sentir deslocada.
No entanto, a aproximação entre os dois é mal interpretada e causa um burburinho na turma, que começa a suspeitar das intenções do docente. Julien é acusado de assédio e a situação fica complicada para o profissional e a aluna.
Com um roteiro realista e uma direção ágil, o caso é abordado de forma detalhista e com a devida cautela. As boas performances impulsionam a tensão da sequência de fatos.
Ao fim, proporciona boas reflexões sobre essa relação complexa e fundamental para qualquer ser humano.
NOTA: ★★★☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 4 de abril de 2025, edição nº 2938