‘Nickel Boys’ mostra como é sentir na pele a brutalidade do racismo
Longa de RaMell Ross, indicado ao Oscar de melhor filme, acompanha dois jovens negros em reformatório na Flórida nos anos 60
A experiência de assistir a Nickel Boys, de RaMell Ross, adaptado do livro de Colson Whitehead e indicado a melhor filme no Oscar, é a de se colocar no lugar dos protagonistas.
Elwood (Ethan Herisse) e Turner (Brandon Wilson) são dois jovens negros enviados a Nickel, reformatório abusivo na Flórida, nos anos 60.
Os dois tentam sair enquanto aprendem a enfrentar o sistema racista. O longa é inteiramente filmado em primeira pessoa, ora pelo olhar de Elwood, ora de Turner.
O formato foi a escolha perfeita para o filme e funciona bem — faz o espectador sentir na pele. Cortes surgem como flashbacks e flashforwards, com cenas de memórias e sonhos — ou pesadelos. Há um simbolismo fundamental nesses momentos.
O excelente trabalho de fotografia e montagem possibilita a execução de todas as ideias. O roteiro flui com naturalidade e é performado com dedicação pelos atores.
É um projeto eficaz em sensibilizar o público de seus tópicos sem lecionar, apenas pela vivência.
Disponível no Prime Video.
NOTA: ★★★★☆
Publicado em VEJA São Paulo de 28 de fevereiro de 2025, edição nº 2933
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