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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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Museu do Ipiranga exibe filmes gratuitamente ao público em novo projeto

O Cinema no Museu realizará sessões de obras brasileiras, seguidas de debates com convidados, a partir de sábado (5)

Por Mattheus Goto
Atualizado em 3 abr 2025, 14h42 - Publicado em 3 abr 2025, 14h32
Museu do Ipiranga
Fachada do Museu do Ipiranga (José Rosael/Divulgação)
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O Museu do Ipiranga lança no sábado (5) o projeto Cinema no Museu, dedicado a exibir filmes e documentários brasileiros gratuitamente ao público. As sessões serão seguidas de debates com convidados envolvidos na produção das obras e terão uma frequência semestral neste primeiro momento.

A primeira exibição acontecerá no sábado (5), às 15h, no auditório, e apresentará Tava, a Casa de Pedra (2012), documentário produzido pela ONG Vídeo nas Aldeias, fundada pelo indigenista Vincent Carelli, que investiga a relação dos povos indígenas com as chamadas Ruínas das Missões Jesuíticas dos Guarani, situadas entre Brasil e Argentina.

O local, que é Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1983, passou a ser reconhecido pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como lugar de referência para a memória e identidade do povo logo após a produção do filme, em 2014.

Cartaz do filme 'Tava, A Casa de Pedra' (2012)
Cartaz do filme ‘Tava, A Casa de Pedra’ (2012) (Vincent Carelli/Vídeo nas Aldeias/Divulgação)

Na sequência, haverá uma conversa com Patrícia Ferreira Pará Yxapy e Ariel Ortega Kuaray Poty, que assinam a direção do longa, mediada pelo professor David Ribeiro, responsável pelo Cinema no Museu.

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A semente do projeto surgiu há cerca de um ano, quando Ribeiro ingressou na instituição. “Estava fazendo uma pesquisa de doutorado e tive contato com o cinema indígena”, conta. “Tive a ideia de realizar o projeto, sem ter restrições de ser filme inédito ou recente, para pensar como a linguagem audiovisual no Brasil reflete sobre a nossa história, o que vai ao encontro das ações do museu.”

O Tava foi uma das primeiras obras que o professor, doutor em história social pela Universidade de São Paulo, teve contato durante a pesquisa. “O filme faz a gente repensar as relações deste país, que marcaram a definição do território e estão presentes no museu, como o caso dos bandeirantes”, comenta.

O objetivo das sessões é questionar e gerar reflexões sobre histórias e temas explorados pela instituição. “Existe uma demanda da museologia por lugar de pensamento crítico, esta é mais uma ação cultural para criar esse espaço”, diz.

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Para o segundo semestre deste ano, a obra já foi escolhida: Todos os Mortos (2020), do Caetano Gotardo. “Vivemos um momento de muito interesse pelo cinema. É uma possibilidade de reverenciar essa produção cinematográfica brasileira”, finaliza.

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