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Filmes e Séries - Por Barbara Demerov

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17 anos depois, Hayden Christensen volta à Star Wars: “espécie de redenção”

À Vejinha, intérprete de Anakin Skywalker/Darth Vader afirma que o retorno tem um significado especial; série Obi-Wan Kenobi estreia dia 27 no Disney+

Por Barbara Demerov
20 Maio 2022, 06h00

Após O Mandaloriano e O Livro de Boba Fett, mais um capítulo do universo Star Wars, um dos mais conhecidos da cultura pop, se inicia: Obi-Wan Kenobi, nova série do Disney+, estreia no catálogo em 27 de maio com seus dois primeiros episódios e direção de Deborah Chow.

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A história se passa dez anos depois dos dramáticos eventos de Star Wars: A Vingança dos Sith (2005), em que o personagem-título teve de enfrentar sua maior derrota: a queda e corrupção do melhor amigo e aprendiz Jedi, Anakin Skywalker, que passou para o lado sombrio e se tornou o famoso vilão Darth Vader, um Lorde Sith.

A produção é estrelada por Ewan McGregor (Aves de Rapina), que reinterpreta seu papel como mestre Jedi. Outra grande marca na série (que, diante da espera dos fãs, é praticamente um evento nerd) é a volta de Hayden Christensen como o maior antagonista da saga. O reencontro promete emoção, uma vez que já se passaram dezessete anos desde que os atores trabalharam juntos.

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Ao lado da dupla principal, integram o elenco Moses Ingram, Joel Edgerton, Bonnie Piesse, Kumail Nanjiani, Indira Varma, Rupert Friend, O’Shea Jackson Jr., Sung Kang, Simone Kessell e Benny Safdie.

Imagem mostra homem barbudo montado em cima de animal. Ele veste uma manta. Ao fundo, um céu azul com algumas nuvens
Ewan McGregor retorna ao papel de Obi-Wan em série. (Disney/Divulgação)

Para o lançamento da série, a Vejinha entrevistou Hayden Christensen sobre o aguardado retorno ao universo Jedi, a expectativa que Star Wars carrega em cada título e o que significa voltar depois de tantos anos — especialmente após as críticas negativas que a trilogia prequela (que narra a origem da história e é dirigida pelo criador George Lucas, da qual o ator participou) recebeu entre 1999 e 2005.

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“Poder prosseguir minha jornada com esse personagem tem um significado especial. Eu me importo com Anakin/Darth Vader. Apenas a natureza de voltar e tocar nesse mundo novamente, depois de todos esses anos, é incrível.” O ator destaca que o que mais o empolgou foi a chance de explorar o vilão em uma fase específica na linha do tempo de Star Wars. “Isso permitiu com que meu retorno parecesse uma continuação natural do meu arco”, diz.

O canadense conta que aceitou atuar em Obi-Wan Kenobi porque viu um elemento de “redenção” no projeto. “Há definitivamente uma espécie de redenção. É interessante reinterpretar esse personagem neste ponto da vida. Eu tenho 40 anos. Eu sou pai. Então, como pessoa, tenho uma perspectiva diferente sobre a vida, e isso também envolve minha carreira. Acredito que estou trazendo mais vinte anos de vida neste planeta através do meu trabalho agora. E há algo a ser dito sobre isso.”

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Ele relembra a época da recepção não tão acalorada do público em Star Wars: Ataque dos Clones e do próprio A Vingança dos Sith, que representa um importante ponto de virada: “O tipo de escrutínio em torno das prequelas foi desafiador, às vezes. Eu sabia no que estava me metendo e, hoje, sinto orgulho desses filmes. Mas os personagens da saga significam muito para as pessoas. Então, é claro, elas tiveram opiniões fortes”.

No entanto, Christensen se mantém positivo com relação ao que se pode pensar sobre a série do Disney+. “Agora, sinto que vamos apresentar uma versão desse personagem com que as pessoas ficarão satisfeitas.” Sobre dividir a cena com Ewan McGregor, um de seus inimigos na produção, o ator define a experiência como “fantástica”.

“Ewan e eu temos uma conexão forte. Nós nos tornamos próximos quando estávamos trabalhando nos filmes e ele é alguém com quem eu sempre me importei desde então. Isso também vem dos personagens que estávamos interpretando e da dinâmica de seu relacionamento.” Ele relembra como foi observar McGregor como Obi-Wan novamente no set de filmagens: “Ewan é um ator incrível e combina perfeitamente com esse papel”.

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O intérprete de Darth Vader não revelou nenhum segredo da história, mas promete que o roteiro de Obi-Wan Kenobi foca em entregar um enredo “com início, meio e fim”. No entanto, ele admite torcer para a Lucasfilm e a Disney idealizarem mais episódios no futuro. “Acho que muitos fãs gostariam de ver uma continuação. Eu mesmo sou um deles (risos). Mas o mais importante é que a história trará uma sensação de conclusão quando os seis capítulos terminarem. Se a série continuará ou não, isso permanece incerto.”

Christensen, que sente que Star Wars representa um “senso de comunidade”, ainda conta que a produção traz balanço entre a trilogia clássica, lançada entre 1977 e 1983, e a prequela. “A trama explora como os eventos de A Vingança dos Sith afetaram Kenobi. Novos personagens são apresentados, mas há diversas conexões com outros longas. No fim das contas, é um bom tipo de combinação entre o antigo e o novo que se une de maneira realmente emocionante.”

Após a estreia, o streaming lançará um episódio de Obi-Wan Kenobi por semana, às quartas, até 22 de junho.

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Publicado em VEJA São Paulo de 25 de maio de 2022, edição nº 2790

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